Para que serve a ONU, mesmo? 

A ONU_Organização das Nações Unidas, criada em 1945, com sede em Nova Iorque, constitui uma organização intergovernamental formada por 193 países, que juntos ( segundo seus estatutos) devem promover  a segurança, a paz mundial,  os direitos humanos, o desenvolvimento econômico e a proteção do meio ambiente.

A entidade internacional é subdivida em Órgãos, Conselhos e Comissões para que seus objetos de proteção e defesa atuem de acordo com suas atribuições e matérias.

Todos sabemos que vivemos tempos sombrios, em que o bizarro e o medonho tomaram conta do mundo. A ONU na mesma direção desempenha papel importantíssimo na condução da bizarrice mundial atual.

Não é novidade para ninguém que a ONU há décadas abraçou a ideologia marxista e adotou o islã como a religião modelo a ser seguida em caráter universal. Estes dois propósitos dirigem suas ações .  Assim, seus interesses acabam por conseguir um resultado diametralmente oposto daquele que…

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O cristianismo e o nascimento da ciência


por Michael Bumbulis, Ph.D
Tradução: Emerson de Oliveira

O autor possui um M.S. em Zoologia da Universidade Estadual de Ohio
e um Ph.D em Genéticas da Universidade Case Western Reserve

Resumo: Em uma tentativa para responder pela origem da ciência moderna, mostrarei que a visão mundial judaico-cristã representou um papel crucial neste nascimento. Eu citarei quatro linhas de evidência para apoiar esta hipótese e responder a objeções nos lugares apropriados.

Reconhecimento: Vários pontos nas composições seguintes são de autoria de Stanley Jaki, “Ciência e Criação: Dos ciclos eternos para um universo oscilante.

Esclarecimentos:

1. Não foi minha intenção que este artigo convencer os céticos desta hipótese (pois os convencidos contra eles são da mesma opinião). Ao contrário, pretendo esclarecer por que é que pensando racionalmente, a visão mundial judaico-cristã foi importante, até mesmo crucial, no nascimento da ciência.

2. Eu não estou afirmando que o cristianismo foi suficiente para o nascimento da ciência. Outros itens importantes originaram-se da filosofia grega, matemáticas e várias realizações técnicas associadas em construir coisas artificiais..

3. Eu não estou afirmando que alguém precisa ser cristão para ser ‘bom cientista”. Meu enfoque é na história. A relação atual entre cristianismo e ciência pode ser vista em outro artigo

ESBOÇO

1. Introdução
2. Hipótese
3. Evidência que apóia hipótese

a. A ciência nasceu em uma cultura cristã
b. A ciência não nasceu em uma cultura não-cristã
c. Convicções bíblicas deram base para o nascimento de ciência
d. Filósofos cristãos fundaram as bases para a ciência

4. Objeções
5. Preocupações futuras

INTRODUÇÃO

Sempre que algupem é educado sobre história, normalmente é dito que algum paradigma interpreta todos os fatos no contexto de um padrão coerente. Como um estudante das escolas públicas e universidades públicas, eu fui ensinado sobre a história da ciência na luz da noção que sempre houve guerra entre ciência e o cristianismo.

O mito da guerra é muito popular e muito poderoso. É popular porque parece ser substanciado hoje. Nós ouvimos freqüentemente certos cientistas que fazem afirmações metafísicas como “o Universo é tudo o que existe”. Nós também ouvimos líderes religiosos que fazem reivindicações científicas como “a evolução não é verdade”. É como se os líderes religiosos pensam que eles têm a autoridade para fazer julgamentos científicos e os líderes científicos pensassem que eles têm a autoridade de fazer julgamentos religiosos/metafísicos. O mito da guerra é apoiado claramente por esta dinâmica, como se houvesse dois acampamentos inimigos que batalham um contra o outro.

O mito também é muito poderoso. Como cristão e cientista, eu posso ver  de ambos os lados. Como cristão, há muitos cristãos da mesma categoria que vêem minha ciência com suspeita. Como eu posso ser cristão e acreditar na evolução? Como eu posso ser cristão e falar de algo que não parece diretamente relacionado à fé? Como cientista, há muitos cientistas da mesma categoria que olham em meu cristianismo com suspeita. Como eu posso ser um cientista e acreditar que Jesus ressucitou? Como eu posso ser um cientista e falar de coisas que dependem de fé? Como muitos cristãos que são cientistas lhe dirão, eles estão num terreno duro.

Assim o que um cientista cristão (não ser confundido com a religião de Ciência Cristã) deve fazer? Infelizmente, muitos optam para uma perspectiva que reforça o mito da guerra. Eles entram no mito da guerra no sentido que ciência e cristianismo são dois pontos que têm pouco para dizer a um ao outro. Quer dizer, eles podem não ter parte na guerra, mas eles falam de paz simplesmente cortando diálogo significante entre os dois pontos. É como dizer “Olhe, já que nós não podemos falar a um ao outro sem brigar, não falemos um ao outro “. Assim, o cientista cristão fica em duas vidas – como um cientista, ela é pouco mais que um naturalista moral e como um cristão, ela mantém a ciência para si mesmo.

É claro, alguns cientistas cristãos não podem viver tal uma vida dividida. Eles também infelizmente, não alcançam equilíbrio. Por exemplo, o cristão que se torna uma autoridade no laboratório pensa que suas descobertas superam suas convicções cristãs. Muitos destes se tornam naturalistas fechados ou panteístas fechados. Eles podem ir à igreja e usar linguagem cristã, mas sua teologia  e fé deixou de ser “há muito tempo mero cristianismo”.

O que é precisado é um equilíbrio, um reconhecimento que nós estamos falando de dois pontos diferentes, mas estes são pontos que podem falar um ao outro e podem contribuir  um ao outro. O cientista cristão precisa integrar seu Cristianismo e ciência de modo a não transformar a ciência dele em falsa ciência e o Cristianismo dele em religião que não é cristã. Se isto pode ser feito, então este cientista pode servir como uma luz a ambas as comunidades cristãs e científicas. Para a comunidade científica, podem mostrar que o cristianismo não é  anti-científico e anti-racional, um sistema baseado emocionalmente na fé cega que castigaria os cientistas por ousar dizer algo contrário a fé. Para a comunidade cristã, poderia mostrar  que a ciência não é anti-cristã, humanista e adoradora da razão, um sistema de convicção que reduziria o cristianismo em anda mais que uma forma penugenta.

Como nós podemos fazer tal integração? Afinal de contas, não é fácil, caso contrário, seria mais comum. Em minha opinião, a razão por que esta integração foi tão difícil é porque nós fomos condicionados como estudantes para crer no mito da guerra. Quer dizer, nos fomos educados, explícita e implicitamente, que a guerra é o estado natural entre religião e ciência. Para piorar, ateus e outros não-cristãos fazem apologética de perpetuar este mito. E os cientistas cristãos ajudam ou perpetuam este mito se ocupando da guerra ou admitindo que nada pode ser dito para os dois pontos. Mas o que ele tem é algo como uma profecia cumprida. Se nós continuamos acreditando na realidade de tal guerra, nós agiremos de modo a provocar a guerra. Tão talvez o primeiro passo de integração é perguntar pela necessidade do mito da guerra. Como isto pode ser feito?

Eu proponho que nós temos que entender a origem da ciência moderna primeiro. Quer dizer, para verdadeiramente entender onde nós estamos, nós temos que entender como nós chegamos aqui. Uma vez nós que entendamos a história, nós podemos chamar a filosofia então. E quando a história é compreendida, nós veremos que a ciência não nasceu como inimiga da fé. Pelo contrário, nós veremos que o Cristianismo representou o papel crucial em dar à luz a ciência moderna.

A importância do cristianismo no nascimento da ciência tem outras implicações. Como veremos, freqüentemente somos ditos que o cristianismo é um inimigo de ciência. Esta análise mostra que isto não é verdade. Nós além disso, não percebemos no ambiente multicultural de hoje onde todas as culturas são julgadas igualmente importante, o papel do cristianismo na história da civilização. Finalmente,  eu explicarei brevemente ao término destas conclusões, a maior ameaça para ciência origina de do mesmo mindset que é um inimigo de fé cristã. Quer dizer, no ambiente às vezes pagão de hoje, os cristãos têm a oportunidade sem igual de se juntar à defesa de ciência, e assim mostrar uma vez mais só como as afirmações cristãs importantes são à prática da ciência moderna.

HIPÓTESE

A observação primária que me conduziu a dizer que o cristianismo foi crucial ao nascimento da ciência foi a natureza localizada da origem da ciência. Quer dizer, a ciência moderna nasceu na Europa cristianizada. É claro, esta observação só não é uma prova. Como um cético notou:

[Isso seria] um exemplo claro de argumento post hoc ergo propter hoc. Ou possivelmente a falácia de correlação-causa. Em qualquer caso, é enganador.

Mas nenhum destes rótulos capta a essência de meu argumento. Como eu disse tempos incontáveis antes, eu pesquiso a realidade como investigador, não um matemático. E quando eu pesquiso a realidade, eu encontro a prática de ciência. Sendo um cristão, eu estou “completamente” atento a contingência de nosso ser. As coisas não precisam  ser como elas são. Assim por que elas são como são? Assim, eu me pergunto, “Como a ciência surgiu”? Sempre existiu? Se não, sua existência foi inevitável?

Quando eu olho a história eu vejo que a ciência nem sempre existiu. Assim como veio a surgir? A maioria dos historiadores da ciência e filósofos da ciência reconhecem que um novo tipo de ciência, o que nós chamamos “ciência moderna”, nasceu na Europa só alguns séculos atrás. Eu também reconheço que a Europa foi completamente influenciada pelo cristianismo. Para um cristão, não posso ajudar  mas perguntar, esta coincidência “é tudo ou há algo mais envolvido”? Obviamente, eu penso que algo mais está envolvido. Minha hipótese é que o cristianismo foi crucial, talvez até mesmo necessário, para o nascimento da ciência moderna. Eu percebo que não posso provar isto, mas já que eu não comecei como matemático, interessado por certezas e provas, isto é irrelevante. Ao invés disso, eu comecei como um investigador, e eu acho muitas pistas que convergem para apoiar minha convicção.

Novamente, ao muito menos, eu creio que o cristianismo representou um papel importante no nascimento da ciência moderna. Isto não quer dizer que o cristianismo “causou” o nascimento da ciência ou que o cristianismo foi causa suficiente para o nascimento da ciência. Ao invés disso, eu acredito que a religião cristã foi importante, talvez até mesmo necessária, para o nascimento da ciência. As pistas que apóiam minha convicção são quadruplicadas.

A EVIDÊNCIA

Pista #1. Os fundadores/pais da ciência moderna foram envolvidos por uma cultura predominantemente cristã.

Os fundadores da ciência moderna foram todos envoltos em uma localização geográfica dominada por uma visão mundial judaico-cristã. Estou falando de homens como Louis Aggasiz (o fundador da ciência glacial e talvez dapaleontologia); Charles Babbage (freqüentemente dito o criador do computador); Francis Bacon (o pai do método científico); Sir Charles Bell (primeiro a descrever o cérebro e sistema nervoso); Robert Boyle (o pai da química moderna); Georges Cuvier (o fundador da anatomia comparativa e talvez da paleontologia); John Dalton (o pai da teoria atômica moderna); Jean Henri Fabre (o principal fundador da entomologia moderna); John Ambrose Fleming (o fundador da eletrônica/inventor moderno do diodo); James Joule (o descobridor da primeira lei da termodinâmica); William Thomson Kelvin (talvez o primeiro para claramente declare a segunda lei de termodinâmicas); Johannes Kepler (o descobridor das leis do movimento planetário); Carolus Linnaeus (o pai da taxonomia moderna);  James Clerk Maxwell (formulator da teoria eletromagnética de luz); Gregor Mendel (o pai da genética); Isaac Newton (o descobridor das leis universais da gravitação); Blaise Pascal (principal contribuidor para estudos de probabilidade  e hidrostática); Louis Pasteur (formulador da teoria do gérmen).

Se uma avaliação matemática e causa-e-efeito na natureza fosse suficiente para gerar a ciência moderna, como alguém explica o fato histórico que o os fundadores da ciência moderna viveram todos em uma cultura *particular* que foi judaico-cristã? Em vez de medir energia em joules, por que nós não medimos em platões ou al-Asharis?

É claro, os cépticos afirmariam que estes homens não foram *realmente* cristãos. Quer dizer, eles realmente não *acreditaram* no cristianismo, mas  professaram tais convicções porque não quiseram ser perseguidos. Esta é a  hipótese dos “ateus radicais”. Mas não se enquadra com os fatos.

Muitos dos fundadores da ciência moderna também foram muito interessados em teologia. Se você ler Pascal, isto é óbvio. Mendel foi um monge. Newton disse que seu interesse em teologia ultrapassou o de ciência. Newton terminou seus Princípios com:

“Este sistema do Sol, planetas, e cometas, só poderia vir da vontade e domínio de um Ser inteligente e poderoso … Ele governa todas as coisas, não como alma do mundo, mas como Senhor de tudo; e por causa de Seu domínio ele é digno de ser chamado Senhor Deus”.

Como Charles Hummel nota,

“A religião de Newton não foi mero apêndice de sua ciência; ele teria sido um teísta não importasse qual fosse a profissão dele.”

Boyle realizou conferências de apologética cristã. Babbage e Prout contribuíram a uma série de apologética chamada de Tratados de Bridgewater. Aggasiz, Cuvier, Fleming, Kelvin, e Linnaeus foram o que nós chamamos agora  “criacionistas”. Quando eu falo sobre crenças bíblicas que envolveram a ciência, eu usarei Kepler e Pasteur para destacar dois exemplos específicos.

Além disso, muitos destes fundadores da ciência viveram numa época em que outros expressaram publicamente visões ao contrário do cristianismo – Hume, Hobbes, Darwin, etc. Quando Boyle discutiu contra o materialismo de Hobbe ou Kelvin discutiu contra as suposições de Darwin, você não tem um caso de “ateus radicais.”

  Pista#2: A ciência não nasceu em uma cultura não-cristã.

Ainda não é justo dizer que o fato destes fundadores nascerem em uma cultura cristã é significante. Talvez até mesmo mais significante é a falta completa de analogia destes homens em outras culturas. Onde está a versão grega de Newton? Onde está a versão muçulmana de Kepler? Onde está a versão hindu de Boyle? Onde está a versão budista de Mendel? Tais perguntas são ainda mais poderosas quando você pára para considerar que a ciência estuda verdades que são universalmente verdades. Como outras culturas, algumas existindo há milhares de anos, não descobriu, ou até mesmo se antecipou, a primeira lei de Newton do movimento e das leis de Kepler do movimento planetário? Desde que a religião Cristã é associada com o nascimento da ciência moderna, também é o fato que a ciência moderna não nasceu em culturas que não tinham a religião Cristã.

É claro, o cético poderia responder como segue:

Muitos dos avanços mais importantes foram feitos por muçulmanos na Espanha, e outros infiéis.

Eu não nego que outras culturas contribuíssem com itens importantes, porque eu nunca discutiria que a cristianismo foi suficiente para o nascimento da ciência moderna. O fato é que se os avanços em matemática e cálculos não contam como ciência moderna (como creio), e os muçulmanos e “outros infiéis” não descobriram as leis do movimento, as leis da gravidade, as leis da termodinâmica, as leis da química, as leis da hereditariedade, a lei da biogênese, etc. Se você ler qualquer livro de ensino universitário introdutório em física, química, biologia, genética, fisiologia, paleontologia, etc., não é difícil de creditar a descoberta destes conhecimentos aos cientistas cristãos da Europa. Mas você veria que há pouco crédito aos gregos, os filósofos muçulmanos, hindus, ou budistas (a parte de ferramentas como matemática e números árabes).

De fato, se você pesquisar outra cultura, a falta de habilidade deles em gerar ciência torna este argumento mais poderoso. Para estas culturas não só faltou a noção da visão cristã da Natureza *e* Deus, mas eles tiveram uma visão que impedia o nascimento de ciência. Nesta visão, o Universo era eterno, necessário, cíclico, e orgânico.  Poderia-se dizer que esta visão do Universo veio da razão e observação (como o geocentrismo). Mas o cristianismo deu para os homens uma razão maior para negar este tipo de cosmologia, e fazendo assim, forneceu o caminho para o nascimento da ciência.

Eu não acredito que pode ser enfatizado que o pensamento cíclico foi prejudicial ao nascimento da ciência. O que fez essas visões cíclicas piores foi sua ligação com idéias anímicas/orgânicas do Universo. Esta característica foi utilizada pelos hindus, astecas, maias,  egípcios,  babilônicos e o chineses. Uma análise detalhada de todas estas culturas, neste prisma, faria isto ainda mais óbvio. Veja os chineses.

Os chineses fizeram um excelente estudo para o nascimetno da ciência. Por isso a cultura chinesa experimentou longos séculos de relativa paz, prosperidade material, ativas relações sociais, criatividade, e contato com outras culturas.

O sinologista francês, M. Granet, notou que “a convicção que o Tudo e tudo que o compõe, tem uma natureza cíclica” era que a consciência chinesa de ligações causais entre eventos. Assim, não havia nada estranho, até onde os chineses estavam preocupados, atribuindo o fracasso político de um príncipe ao fato que sacrifícios humanos aconteciam ao enterro dele. Como Granet notou, os chineses não estavam interessados em causas e efeitos, mas  “manifestações cuja ordem era pequena, concebida separada, mas ligada não obstante sob a mesma raiz. Igualmente expressiva, elas apareceram intercambiáveis”. Assim, como historiador de ciência, mostra Stanley Jaki,  “se em algum momento desmoronasse uma montanha, um rio secar, um homem se mudar em uma mulher, e uma dinastia vir ao fim, a dialética chinesa dirá que tudo isto são indicações igualmente significantes de uma ‘mudança de ordem’  no cosmo e em história, sem sentir qualquer desejo de procurar uma relação causal entre eles”.

É difícil entendermos esta idéia já que nós fomos criados para pensar em condições lineares. Mas se você puder começar a estudar isto,  verá como é terrível para o desenvolvimento da ciência. Sim, os chineses e muitas outras culturas descreveram registros sobre a posição das estrelas. Sim, eles inventaram o calendário fizeram muitas predições. Mas nenhum destes fatos teve qualquer coisa a ver com tentar entender as obras da natureza. Não teve nada a ver com ciência. E por milhares de anos, isso nunca antecipou a ciência. Foi o simples fato de registrar a posição dos astros de forma que eles poderiam reconhecer os “sinais dos tempos” e se situarem no ritmo do ciclo eterno do Universo. E antes,  estas culturas tiveram origens de outros ciclos. Eles explicariam a histórica cósmica como uma roda e dentro de cada época estavam ciclos menores, e dentro de cada ciclo menor estavam ciclos menores ainda. E sem parar. Assim, os fenômenos não eram algo para entender. Eles somente eram sinais que lhe davam um evento. Ou como os neo-pagãos de hoje diriam (como os antigos estóicos), nós precisamos viver em *harmonoa* com a natureza.

Isto é por que o historiador de ciência Stanley Jaki comenta:

“Em tal perspectiva, mensurável, os aspectos quantitativos dos eventos que acontecem próximo ao tempo não poderiam ter nenhum significado. A freqüência deles ou sua ordem de magnitude não tinham nenhum interesse especial, nem a normal sucessão de eventos… os chineses, buscaram a posia, empatia e solidariedade dos organismos entre os fatos e não tiveram nenhum interesse em sua seqüência regular. Para eles, de qualquer maneira o ciclo provocava  a mesma situação depois da conclusão de cada período”.

Não é de se surpreender que Yu-Lan Fung, um estudioso chinês do princípio do século XX, escreveu o seguinte para o Jornal Internacional de Ética:

“A China não tem nenhuma ciência, porque de acordo com o próprio padrão dela de valores não precisa dela… .A China não descobriu o método científico, porque os chineses começaram da mente, e de sua própria própria mente “.

Mas não é só a idéai cíclica que  impede o nascimento da ciência. A idéia orgãnica também é da mesma maneira prejudicial e quase sempre é associada com o pensamento cíclico. O método confuciano de encontrar ordem cósmica foi posta como reflexões da vida social. O próprio Confúcio escreveu que “tudo existe por meio de que o Céu e Terra são unidos, por que o sol e lua são brilhantes, por que as quatro estações são ordenadas..” Os confucianos não só acreditavam nisto porque  viram os ciclos da história como reflexões de ciclo cósmico, mas porque eles viram a humanidade de fato como uma reflexão do cosmo. Esse ponto de vista foi estabelecido, onde Tung Chung-Shu (que tornou o Confucionismo a doutrina estatal oficial em 136 AC) diria que o número de articulações menores do corpo era igual ao número de dias do ano. Ele somaria então a isso dizendo que havia doze grandes articulações no corpo, porque esta figura e os quatro membros se assemelham aos doze meses e quatro estações. O abrir e fechar dos olhos das pessoas foi explicado como um reflexo da sucessão de dia e noite. O inverno e verão foram refletidos na força do homem e fraqueza. Este pensamento é estranho a ciência. Este pensamento está preso por uma visão cíclica, orgânica onde a busca é encontrar o *lugar* da pessoa dentro da roda.

Esse pensamento cíclico foi um grande impedimento ao nascimento de ciência. Foi muito poderoso e impediu muito o desenvolvimento de uma investigação científica. Esta é uma razão por que a ciência grega que começou com tal idéia morreu. É por isso que a astrologia atrapalhou a astronomia, de tal forma que Ptolomeu considerou que seu Tetrabiblios foi mais importante que o Almagesto.

De fato, é muito interessante ver a China pelos olhos de alguns europeus. Particularmente, estou falando das cartas do padre Matteo Ricci. Ricci chegou a China em 1584. A princípio ele ficou impressionado como que eles podiam predizer dois eclipses da lua sem qualquer conhecimento de astronomia ptolemaica. Mas com o passar dos anos, Ricci começou a perceber que até mesmo com seu modesto nível de compreensão, ele era mais educado sobre assuntos da natureza que as melhores mentes dos chineses. Ele escreveria em 1595:

“Em verdade, se a China fosse o mundo inteiro, eu poderia me chamar o principal matemático e filósofo da natureza, porque é ridicula e incrivelmente pequeno o que eles sabem; eles estão preocupados com filosofia moral, e com elegância de discurso, ou para dizer mais corretamente, de estilo”.

Depois viu, alguns anos mais de eclipses mostraram a Ricci sua astronomia ptolemaica  era superior a astronomia chinesa. Em 1597, ele escreveria:

“Sobre o ensino chinês, deixe-me dizer: os chineses não tem nenhuma ciência; pode-se dizer que só a matemática é cultivada, e o pouco que eles conhecem está sem fundação… ..Eles conseguem predizer eclipses e nisso eles cometem muitos enganos. Tudo está à arte de adivinhações que são muito incertas e também completamente falsas. A física e metafísica, inclusive a lógica, são desconhecidas entre eles… sua literatura consiste completamente em belas composições elegantes das quais refletem nossa humanidades e retórica”.

Em 1605, ele explicaria o seguinte que corresponde sobre os que prediziam eclipses:

“eles não sabem nada além de fazer cálculos, sem qualquer precisão nas regras, e quando o resultado não sai direito, tudo o que eles dizem é que eles se mantêm às regras de seus antepassados”.

Ricci também descobriu que os chineses foram preocupados com astrologia e ele a culpou, mais que qualquer outra coisa, para seu atraso na ciência. Ele notou que enquanto eles estavam muito interessados em predizer quando os eclipses aconteceriam, eles não tinham nenhuma idéia da causa física do eclipse da lua. Para deixar mais simples, a idéia de causa e efeito não foi usada para se entender a natureza. De fato, os que tentaram simplesmente explicar a causa de eclipses usaram a filosofia de ciclos, pensamentos orgânicos. Por exemplo, em 80 d.C., Wang-Chhung explicou eclipses como mudanças periódicas na “vida-força” da lua e Sol e para a variação rítmica em seu brilho.

Os chineses também foram muito resistentes a idéias que não se alinharam com as suas, como o universo cíclico. Eles poderiam co-optar com outras culturas que compartilhassem com estas idéias básicas, mas eles adaptavam ás suas idéias as que se originaram de uma visão diferente. Isto é claramente visto quando os missionários europeus visitaram a China depois de vários séculos e tentaram lhes ensinar ciência. Em 1645, o padre Schall von Bell foi forçado a mudar o título de sua grande enciclopédia astronômica a expressão “de acordo com métodos ocidentais” para  “de acordo com os novos métodos” . E os chineses realmente não se interessaram por estes “novos métodos”. Por exemplo, Juan Yuan louvou os pensadores chineses por não se entregarem aos métodos ocidentais:

“Nossos anciões buscaram fenômenos e ignoraram a explicação teórica. Desde a chegada dos europeus, sempre tem havido explicações, órbitas circulares, movimentos, eclipses, e outros. Os estrangeiros pensam que a terra gira sobre um Sol fixo… .mas a teoria de Tycho foi modificada muitas vezes durante o último século e eu acredito que será novamente… .Então, eu não vejo em o que os europeus realmente se baseiam seus argumentos  …e isto não me parece menos inconveniente ignorar as explicações teóricas ocidentais e simplesmente considerar os fatos”.

A percepção de “onde nós viemos” realmente foi uma obsessão opressiva de muitas culturas que tiveram uma idéia orgânica, cíclica. Este tipo de pensamento foi um veneno a ciência. Sufocou um espírito de progresso e substituiu por fatalismo. Transformou fenômenos em presságios e fez a astrologia mais importante que a astronomia. E até mesmo conduziu para mentes fechadas, como uma vez que você entende de onde você é, você não pode usar outras idéias para não perturbar esta harmonia. Um grande exemplo vem novamente do padre Ricci. O mapa de Ricci mostrou a esfericidade e as verdadeiras dimensões da Terra que realmente irritaram os chineses. Wei Chun escreveria:

“Ultimamente Mateo Ricci utilizou-se de alguns falsos ensinos para enganar as pessoas… O mapa do mundo que ele fez contém elementos do fabuloso e misterioso, e é uma tentativa contrária às pessoas que decidem pesquisar se realmente são verdades. É realmente como o truque de um pintor que pinta fantasmas em seus quadros. Nós não precisamos discutir outros pontos, mas só pegar o exemplo de posição da China no mapa. Ele não a põe no centro mas ligeiramente para o oeste e inclinada ao norte. Isto está completamente longe de verdade, pois a China deveria estar no centro do mundo que nós podemos provar pelo único fato que nós podemos ver a Estrela do Norte que descansa à meia-noite ao zênite do céu. Como a China pode ser tratada como um pequeno país sem importância, e colocada ligeiramente ao norte como neste mapa? Isto realmente mostra como são dogmáticas suas idéias. Os que confiam nele dizem que as pessoas em seu país gostam de viajar, mas tal erro como este certamente não teria sido feito por um homem viajado”.

Enquanto é verdade que muitas culturas traçaram e descreveram os céus, e eles buscaram descrever relações entre as coisas, isto não teve nada a ver com tentar entender os trabalhos da natureza. E não teve nada certamente que ver com tentar entender por que a natureza é como é. Os anciões estavam interessados em achar correlações. Só porque alguém entende que o galo grita de alegria quando o Sol surge não significa eles estavam interessados em algo como trabalhos da natureza. Ninguém perguntaria como o galo grita de alegria quando o Sol sobe. Ninguém perguntaria por que o galo grita de alegria quando o Sol nasce. De fato, sua idéia freqüentemente os poderia conduzir a pensar que o galo poderia estar fazendo o Sol nascer! Por exemplo, a China acreditava que as perturbações de saúde  do Imperador, ou seus fiéis, teria um efeito nos movimentos celestiais que teriam um efeito mais adiante nos negócios terrestres.

Relativo aos astrólogos babilônicos e mágicos, diz Jaki:

“Suas principais obras foram sobre encantamentos baseados em fenômenos que eles viam nos céus. Entre eles estão, é claro, os eclipses. Legião é o número de tabletes nas quais foram conectados todos os tipos de eventos na Terra com os eclipses parciais e totais da lua e com as várias formas de suas fases. A invasão de gafanhotos, a doença de príncipes, o surgimento de mercados, o calmo reinado do rei, a morte dos inimigos, inundações, devastação de colheitas, lutas no templo de Bel, a cura dos doentes, são só alguns dos eventos incontáveis conectados em presságios dos mesopotâmicos antigos com eclipses”.

A magia também foi *muito* comum em todo as culturas e foi ligada à idéia de um Universo cíclico. Se os assuntos humanos pudessem influenciar movimentos celestiais, e os movimentos celestiais pudessem influenciar assuntos humanos, então é claro que os mágicos procurariam encantamentos e fórmulas para alterar o Universo, o ritmo do mundo. E o número destes encantamentos e fórmulas simplesmente cresceria e cresceria com o passar do tempo. Por que? Porque a magia não é ciência. Se um encantamento não fosse eficaz, o mágico não o abandonava. Ele simplesmente diria que o tempo não estava certo, e então passaria para o próximo encantamento.

Nada mostra melhor a natureza não-científica da magia que a longa lista de encantamentos. Na magia, nada é descartado porque a magia que desse errado simplesmente pensava-se que não foi executada no tempo certo. Ou talvez o presságio certo não foi reconhecido. Cada vez mais “regras” eram criadas até se ter certeza de que o encantamento funcionaria. Assim, se o uso de entranhas de porco fosse ligado com a recuperação de uma pessoa, seria somado à lista. Se as entranhas de porco não ajudasse uma segunda pessoa com os mesmos sintomas, isso era porque a segunda pessoa não estava em harmonia com o mesmo ciclo do primeiro. Mas o mágico não descartaria a fórmula de entranhas de porco porque outra pessoa no futuro poderia se achar no mesmo ciclo como o primeiro.

E cada vez mais presságios eram também somados. Acreditava-se que um cachorro em uma parte específica da casa de alguém significava que seria destruída por fogo. Assim se você fosse a um mágico, seus encantamentos poderiam impedir a casa de se queimar. Naquele mundo de magia, a fórmula certa poderia restabelecer harmonia no ciclo que o Universo influia no ser humano. É claro, então você teria que se preocupar sobre o futuro da Terra que poderia ser visto nas orelhas de musaranhos.

É interessante que alguns pagãos tentam dizer que a magia foi o que colocou a humanidade no caminho  para a ciência. Mas um ponto de vista científico linear, mecaniscista, é *muito* diferente de um ponto de vista mágico, cíclico. Eles são dois modos muito diferentes de olhar os mesmos dados. E se você ver bem, a magia não fez surgir a ciência em culturas não-cristãs, e de fato, quase interrompeu o nascimento de ciência na Europa.

Pista #3. Considerando que a maioria dos fundadores de ciência eram cristãos, é razoável supor que sua perspectiva foi moldada pela visão cristã deles. E esta visão foi moldada pela teologia cristã. E há vários aspectos da teologia cristã que pode ser vista como contribuidora de fatores ao nascimento da ciência?

Primeiro, notemos que o Cristianismo é uma “religião do livro”. Isto é significante. Uma religião que necessariamente coloca a autoridade especial na palavra escrita diminui a autoridade do sacerdócio. A Igreja católica se antecipou neste problema dizendo “nós escrevemos este livro, assim nós somos as autoridades”. Isso é por que a Igreja perseguiu outras cristãs que depois ousaram distribuir o Livro apra as pessoas comuns. Pois o Livro não pôde ser interpretado nas mãos desses que não eram a autoridade. Mas, é claro, Lutero veio e disse, “Vocês interpretaram isto erradamente, o livro é a real autoridade e qualquer autoridade que você pensa que você tem só pode ser dado dela”. O que isto significou é que a autoridade da própria Bíblia deu uma certa liberdade e uma coragem para divergir. E alguns destes cientistas primeiros (como Galileo) confiou nisto. Se suas idéias científicas fossem questionadas em terreno religioso, eles poderiam simplesmente consultar a Bíblia e questionar as *interpretações* das autoridades religiosas. É claro, eles souberam que eles estavam andando em outro terreno, de forma que tiveram que ter cuidado sobre tudo. Mas o que isto significa era que embora um padre pudesse condenar ou ridicularizar as convicções de um cientista, em sua própria mente e coração, o cientista poderia consultar a Bíblia e outros trabalhos de teologia e poderia cegar a crítica do padre PARA SUA PRÓPRIA SATISFAÇÃO. Poderia não ter tido “liberdade para perguntar” no moderno sentido do termo, já que a Igreja permaneceu muito poderosa, mas havia pelo menos bastante liberdade para pergunta sem ter que recorrer a simples demissão (e *isso* é o que é importante). Isto também significou que os cientistas cristãos não tiveram que jogar o bebê com a água de banho. Eles não tiveram que rejeitar o cristianismo para rejeitar as visões de um padre. Ao invés disso, eles poderiam fundir suas convicções religiosas com as pesquisas científicas.

O Livro também é importante em outro lado, porque dá *mais* sentido de autoridade, assim consenso. Quer dizer, uma religião que não só coloca necessariamente autoridade especial em textos escritos diminui a autoridade do sacerdócio, mas também diminui a autoridade de convicção privada. Alguém perguntou uma vez, sobre “que tipo de cristianismo estamos falando pois, afinal de contas, há milhares de tipos”. Para mim, aquele tipo de resposta já é o suficiente . Como a declaração de que há vários tipos de cachorros, não faz sentido nenhum dizer “que o cão é o melhor amigo do homem”. Da mesma maneira que muitos cachorros compartilham características,  também muitas variantes cristãs compartilham características. E foram as características compartilhadas, convicções de consenso que representaram o papel no nascimento da ciência moderna. Por exemplo, eu não afirmaria que a crença no batismo foi importante para o nascimento da ciência, mas a crença na Criação foi importante. Consideremos estas convicções de consenso em mais detalhe.

a. Uma convicção em um “único Deus”. Esta convicção teve duas implicações principais. Só um alto monoteísmo vigoroso poderia dar um sentido queexistiu um ser tão poderoso que Ele criou tudo. Também sabe-se que os pagãos diziam que os deuses eram PARTE da natureza. O nascimento da ciência necessitou de um Deus maior que isso. Em segundo lugar, este Deus era um Deus pessoal com vontade. Da mesma maneira que Ele legou certas leis morais, Ele poderia ser percebido como leis dispostas da natureza. De fato, este tipo de perspectiva de fato se transformou em um argumento apologético onde os teólogos e cientistas discutiriam as leis da natureza mostravam um Legislador. Se este argumento é válido ou não é irrelevante. Eu simplesmente estou destacando como a mente medieval via isto do ângulo oposto – um Legislador visto nas leis da criação. Os deuses pagãos não eram tidos como legisladores.

b. Uma convicção em um Deus racional. Esta convicção tem uma implicação principal. Um Deus racional criaria uma criação racional, uma criação que se mostraria no final das contas inteligível. Assim, tudo o que se tinha de fazer era descubrir o que esperava-se para ser descoberto. Ninguém se preocupava se tal busca seria em vão. Ninguém se preocupou sobre um deus enganoso. Ou uma criação que era em última instância uma ilusão.

c. Uma crença que o Universo foi criado ex nihilo. Esta crença teve várias implicações.

i. Se o universo fosse criado, não é eterno. Assim, também não foi necessário. Considerando que não precisa existir, deve haver uma razão por que existe. Além disso, já que pudesse ter existido em outra forma, deve haver razões por que existiu na forma atual. Um universo ocasional desperta curiosidade. Um universo necessário não.

Se um cristão é curioso sobre a Criação e as razões porque Deus criou o que Ele criou, o óbvio lugar  para começar é estudando a Gênese. Se alguém interpreta ou não Gênesis como metáfora, mito, ou história, uma grande verdade  surge – TUDO é criação. Quer dizer, a Terra e os pássaros são todos parte da criação como as estrelas e o Sol. Foi este tipo de idéia que fezcom que povos como os Buridanos (veja abaixo) descreverem movimentos divinos em termos de movimentos terrestres. É difícil para nós povos modernos entendermos como foi radical descrever o movimento dos céus como sendo como um homem que salta ou a roda de uma carruagem. Mas este foi um passo crucial. E foi um passo crucial que ajudou a se aproximar da filosofia de Aristóteles.

ii. É verdade que a Bíblia não distingue claramente entre o natural e o espiritual. Mas algum tipo de distinção é entendida, caso contrário, o milagroso seria sem sentido. A distinção que a Bíblia faz está entre a Criação e o Criador transcendente. E esta é uma distinção que foi muito importante ao nascimento da ciência moderna. Os pagãos não fizeram tal distinção. Uma árvore nunca seria estudada porque uma árvore era uma representação divina! E religiões orientais poderiam se preocupar menos com a árvore, como era uma ilusão ou uma distração. Mas no Cristianismo, a árvore era desacralizada. Assim, poderia ser estudada. E já que foi feito por um Criador racional, um Criador que ensinou que nós “dominássemos a Terra”, o desejo era estudar a árvore. Por que? Porque necessariamente não existiu. Foi feita e assim não necessitou existir. Assim, ao entender a árvore, não poderíamos deduzir sua existência de primeiro princípios, e teríamos que pesquisar sobre a árvore e entender como ela surgiu. E já que Deus era racional, pensava-se que a árvore seria em última instância inteligível.

Esta distinção entre Criação e Deus era essencial a ciência. Porque é esta mesma distinção que está por trás do que nós chamamos agora de “natural” e  “espiritual” (qualquer um que pode ver esta relação verá como a ciência é devedora ao cristianismo). Quer dizer, se você remove Deus da cena, a Criação se torna natural. E Deus está ali no  “espiritual”. Mas esta distinção não foi comum entre outras religões. Suas idéias eram inerrantes e panteísticas. Como Francis Bacon escreveu:

“Todas as obras mostram o poder e a habilidade do trabalhador, e não sua imagem; assim são as obras de Deus; mostram a onipotência e sabedoria do Criador, mas não sua imagem; isso é diferente da opinião pagã; porque eles supuseram que o mundo foi a imagem de Deus, e o homem se tornou  um extrato ou imagem compêndica do mundo”. Bacon acrescentaria que esta idéia panteística resultou na  “maior impedimento e obstáculo para as descobertas.”

iii. Outra implicação simples é que uma criação implica um ato de criar. Este seria um ponto importante de especulação para filósofos medievais, e as especulações deles se mostrariam importantes no nascimento da ciência moderna.

d. Se você pensar os pensamentos de Deus depois de Ele (como Kepler disse), você tem melhores razões para acreditar que isto poderia ser feito. Parte desta razão originou-se da convicção em um Deus racional. Mas também importante foi a convicção que o homem foi criado na imagem de Deus. Esta convicção permitiu que as pessoas confiassem em sua prórpria própria razão, como se verem como um presente de Deus e também como um modo de refletir Deus. Além disso, a Encarnação também foi provavelmente visível. Já que Deus se tornou homem, então talvez o espaço entre o Homem e Deus não era tão enorme. Talvez não era tão absurdo pensar os pensamentos de Deus depois de Ele. Afinal de contas, um muçulmano nunca ousaria pensar os pensamentos de Deus depois dEle ”  já que Deus era totalemtne diferente da humanidade..

e. Quase todas as culturas ao longo da história tiveram uma cosmologia cíclica. Isto faz sentido. Nós nos mantemos em um globo girando que está girando ao redor do sol, e isto produz ciclos naturais na Terra. Estes ciclos conduziram a uma cosmologia cíclica (da mesma maneira que conduzira ao geocentrismo). Mas esta visão cíclica não é boa para a ciência. A ciência requer a noção de progresso, uma convicção que nós podemos progredir para um estado onde nós entendemos a natureza. Os cristãos herdaram dos judeus um sentido que era muito “antinatural”, que originou  da revelação – a cosmologia é linear. Quer dizer, Deus criou e age na história. Por exemplo, a libertação dos Israelitas do Egito por Ele nunca aconteceria novamente. Os cristãos herdaram este espírito. Sua história se tornou como sesegue: Criação – Queda – a vinda do Messias – a morte do Messias – o nascimento da Igreja – o retorno do Messias. Era uma visão linear onde a história estava progredindo para uma meta. Este pensamento linear era importante a ciência. Por que? Intelectuais de idéias cíclicas tendem a pensar “não há nada novo”. Em vez de procurar algo novo, eles se voltaos à sabedoria de anciões que representam uma Idade de Ouro. Mas o cristão poderia dizer, “talvez os anciões não souberam de tudo. Talvez há algo novo a ser aprendido, algo que NUNCA antes foi conhecido”. E para achar este material novo, eles naõ precisam pesquisar em mais anda além da Criação, pois o Autor da Bíblia (que mostra suas intenções de modo linear) também é o Autor da Natureza.

Ao ver a importância do pensamento linear, considere como pensamento cíclico retardou o nascimento da ciência na Grécia. Consideremos um dos maiores filósofos gregos, Aristóteles. Aristóteles tentou explicar o mundo no modo grega típica. Aristóteles postulou uma lei (em “Nos Céus”) que declarou que a taxa da qual os corpos cadentes aceleram para o centro da Terra, ou sua superfície no que diz respeito a matéria era determinado pelo peso deles. Aristóteles disse que se fossem derrubados dois corpos da mesma altura, o com duas vezes o peso do outro alcançaria o solo duas vezes tão rápido. Esta lei simplesmente foi aceita. E como é estranha! Qualquer trabalhador de construção teria observado que isto não era verdade. Qualquer um poderia ter testado a afirmação de Aristóteles com uma experiência muito simples -subir numa casa e derrubar dois objetos de diferentes pesos. Mas nenhum grego  parecia curioso bastante para testar esta teoria! Por que? Por que eles eles eram tão aversos a ciência básica?

Bem, nós temos que entender a cosmologia grega. Para eles, o universo existiu como um ciclo eterno de nascimento-vida-morte-renascimento. Esta visão cíclica da natureza impediu o nascimento da ciência. Em primeiro lugar, a noção de um universo eterno foi ligada com a noção de um universo necessário. Foram ensinadas físicas Aristotélicas para ser necessariamente verdades e foram conhecidas por introspecção. Parece óbvio que objetos mais pesados cairiam mais rápidos que objetos mais leves. Mas a mentalidade grega nunca testou isso. E que teste simples! Além disso, a visão cíclica da natureza elimina a perspectiva do progresso. E em desenvolvimento, sem a convicção que há nenhuma necessidade de olhar mais adiante uma vez que você pensa que você tem tudo entendido. Aristóteles endossou, de certo modo, a idéia de ciclos eternos. Um modo que ele fez isto foi fazer referência a história cultural. Ele declarou explicitamente que as invenções conhecidas aos seus contemporâneos tinham sido inventadas em tempos inumeráveis. Mas ele disse que a utilidade que estas invenções tinham em sua época foi o ponto mais alto de sua utilização. Esta atitude também dificultou a ciência. Se a realidade existe como uma série de ciclos eternos, a tendência é pensar que algo que está embaixo, logo irá se desenvolver (como Aristóteles pensava). Os trabalhos gregos na área da matemática, juntado à sua cosmogonia, os conduziu a pensar que pudessem deduzir a realidade e questionar essas deduções através de experiências tolas.

Infelizmente para a Cristandade, fundiu-se a filosofia grega com a teologia Cristã. E isto, mais que qualquer outra coisa, é o que causou a demora do nascimento da ciência moderna. A fligação com Aristóteles originou-se de teólogos cristãos a teoria do universo eterno de Aristóteles – . Sua teologia ensinou ao contrário, que o universo foi criado ex nihilo. Este ensino era formalmente e solenemente declarado em 1214 com o Quarto Concílio de Latrão (embora tenha sido debatido antes). A declaração afirmava a verdade de nossa criação finita, mas disse que nós só poderíamos sabê-la pela revelação. Esta declaração livrou os pensadores cristãos como eles simplesmente começaram a reinterpretar o mundo tendo como fato a temporalidade e contingência do universo.

[Eu acredito que os cristãos falharam em pensar que a cosmologia do  Big Bang representa uma confirmação muito poderosa da fé cristã. Toda ideologia (inclusive o ateísmo) diferente das culturas judaico-cristãs disseram que o Universo é eterno. No décimo terceiro e décimo quarto século, filósofos cristãos começaram a negar que a matéria e tempo eram eternos, algo ensinado por todos os pagãos e filósofos muçulmanos. Eles sabiam que sua afirmação não podia ser comprovada, só aceita pela fé. E ciência moderna confirmou isso agora!]

f. Finalmente, a religião Cristã deu ênfase no comportamento moral e uma preocupação para a Verdade. Ambos estes são importantes a ciência. Afinal de contas, a ciência é uma tentativa para descobrir a Verdade sobre o mundo. A ciência é cometida à noção de verdade objetiva, uma verdade que existe aparte de crenças individuais. Já que o Cristianismo deu ênfase neste tipo de verdade (em contraste com muitas formas de paganismo), esta atitude  religiosa poderia ser estendida facilmente para o mundo físico. Como para o comportamento moral, a ciência depende de informações corretas e experiências honestas.

Além de todas estas afirmações corretas,  há um ponto mais pertinente. Não só a Bíblia dá um consenso em algumas suposições básicas sobre o mundo, suposições importantes para o nascimento da ciência, mas a mesma perspectiva sobre o livro é importante. Deus é  o Autor do Livro e o Livro falou da Verdade. Mas para estes cristãos, Deus era também o Autor da natureza. Dessa forma, a natureza simplesmente era outro livro escrito por Deus em outro código. Os cientistas antigos usaram freqüentemente a metáfora sobre o *livro* da natureza. Ver a nateureza como um *livro* sigificava que havia verdades inteligíveis que podiam ser estudadas.Esta atitude já foi inculcada nestes homens por sua atitude cristã com relação a Bíblia. Para eles, a natureza não era uma ilusão, a natureza não era má, a natureza não era o lugar de um miríade de deuses ou fadas, a natureza não era simplesmente “matéria e espaço”. A natureza era um Livro! E era um livro que continha o novo material do Autor. Novas verdades assim firam descovbertas e isso foi uma ato religioso!

Muitos dos fundadores da ciência moderna foram de fato os teólogos amadores. E sua teologia foi o pano de fundo para muitas de suas convicções. Vamos considerar dois exemplos, Kepler e Pasteur.

Arno Penzias (vencedor do Prêmio de Nobel de físicas em 1978 e co-descobridor da radiação de fundo cósmica) faz uma observação interessante relativa a Johannes Kepler. Falando sobre a meta científica para encontrar a resposta mais simples possível (um princípio filosófico que se origina de de um teólogo cristão – veja abaixo), Penzias diz:

“Que realmente se deve ao triunfo, não de Copérnico, mas realmente o triunfo de Kepler. Afinal de contas,  é porque a noção de epíciclos e assim sucessivamente retrocede para dias quando os cientistas estavam trocando opiniões. Tudo isso aconteceu até nós termos um verdadeiro crente e este foi Kepler. Afinal de contas, Kepler foi o Velho Testamento cristão. Certo? Ele realmente acreditava em Deus, o Legislador. E assim ele sabia que o mesmo Deus que falou em palavras e criou o universo não vai ter um universo com 35 epíclicos. E ele disse ter conseguiu ser algo mais simples e mais poderoso. Ele estava com sorte ou algo mais profundo, mas a fé de Kepler foi recompensada com suas leis naturais. E a partir daquele dia, que foi uma luta terrível, mas durante séculos,  nós de fato vemos que as  leis muito simples da natureza se aplicam. E de forma que os cientistas entendem. E foi Kepler que descobriu isso, e Kepler teve essa idéia da Bíblia, até onde eu posso ver. Esta convicção se mostrou correta. E ele nos deu as leis do movimento, as primeiras leis naturais que nós já tivemos. E assim a natureza recompensou as idéias que ele tinha da Bíblia. E os cientistas adotaram a fé de Kepler, sem a causa”.

O outro exemplo é de Louis Pasteur, um devoto cristão  que pregou a teoria de gérmen. Neste caso, nós podemos ver a contribuição da teologia Cristã nele. Pasteur viveu numa época quando a crença na geração espontânea ainda existia. Muitos biólogos de seu tempo acreditavam que micróbios pudessem aparecer espontaneamente de substâncias químicas e pensava-se que isto era a causa das enfermidades. Isto discordava com as convicções religiosas de Pasteur e suas convicções teológicas que envolviam a Criação, e assim ele teve a intenção de provar que isto era falso. E ele foi bem-sucedido com algumas inteligentes experiências que ainda são ensinadas em textos de modernos debiologia. Considerando que Pasteur provou que micróbios não apareceram espontaneamente de substâncias químicas, ele afirmou que as enfermidades devem ser causadas pela transferência de micróbios de uma pessoa a outra. As idéias de Pasteur e sua obra influenciaram outro cientista/físico cristão, Joseph Lister que então desenvolveu a cirurgia anti-séptica, na ocasião. Assim goste  ou não, a teoria de gérmen e a cirurgia moderna tem uma grande dívida para as motivações teológicas que levaram a rejeição da geração espontânea.

Pista #4. A terceira pista vem dos teólogos/cristãos cristãos do décimo terceiro e décimo quarto século que formaram o caminho para o nascimento da ciência.

Os fundadores da ciência moderna não desenvolveram suas idéias sem base. Pelo contrário, eles herdaram e construíram em ambiente intelectual que foi previamente estabelecido por város teólogos/filósofos medievais. Muitos destes filósofos foram anti-aristotélicos. Eu não passarei por todos os detalhes, mas  mencionarei cinco dos homens que foram importante ao nascimento da ciência. Mas antes de fazer isto, fixemos a fase.

De acordo com “Filosofia Medieval” (H. Shapiro, ed.):

“Durante seiscentos anos a Igreja ocidental não enfrentou nenhum problema de ter que defender suas doutrinas contra contrárias afirmações filosóficas. Esta situação mudou abruptamente quando, em finais da metade do século doze, as obras de Aristóteles, Avicena, Averroes, Maimônides, e outros pagões, árabes e pensadores judeus entraram na órbita cultural Cristã. No princípio estes sistemas de pensamento que  eram apenas filosóficos foi recebido com grande respeito pelos cristãos. Mas, ao passo que eels começavam a ter argumentos contrários aos ensinos da Igreja, esa teve que reagir decisivamente. Na Universidade de Paris em 1210, e novamente em 1215, os estudantes foram proibidos de lerem os trabalhos de novos filósofos, excluídos os de lógica formal, e foram proibidos para os mestres que dissertassem sobre eles. Dessa forma, como sempre parece ser o caso com escritos proibidos, estes trabalhos continuaram circulando. Só gradualmente, pois os pensadores cristãos começaram a dominar os conteúdos dos escritos para melhor defenderem a fé e um espírito crítico começou a se manifestar entre os estudiosos cristãos.”

Não obstante, as obras destes filósofos não-cristãos começaram a ser ensinadas nas universidades. De tal forma que pelo décimo terceiro século, Aristóteles veio a ser considerado ‘O Filósofo’ em “A Filosofia Medieval” de F.C. Copleston, ” Copleston escreve:

“O aristotelismo foi o um sistema filosófico do qual os medievais possuíram um amplo conhecimento. Nem todos foram entusiastas em sua recepção ao aristotelismo, como vimos; mas o cotnraste é visível em Aristóteles de um lado e de S. Agostinho e os escritores cristãos no outro “.

Agora veremos alguns destes teólogos/filósofos cristãos (lembre-se: esta lista não é longa).

a. Robert Grosseteste: Ele nasceu em 1175 em Suffolk, Inglaterra. Morreu em 1253. Em 1235, ele se tornou Bispo de Lincoln até sua morte e  trabalhou energeticamente em muitos assuntos relacionados a Igreja. Ele também estava presente no estabelecimento da Magna Carta e foi influenciado fortemente pela filosofia de Agostinho, e estudou refração.

Grosseteste foi importante ao nascimento da ciência por pelo menos duas razões. Primeiro, como F.C. Copleston escreve (em seu texto da Filosofia Medieval), “Grosseteste tinha insistido na necessidade da observação e tinha feito experiências no estudo da natureza”. Em segundo lugar, Grosseteste foi o mentor de Roger Bacon.

b. Roger Bacon: Ninguém pode falar do nascimento da ciência moderna sem falar sobre este monge do décimo terceiro século. Ele viveu de 1212 a 1292 e foi um franciscano inglês. Em muitas formas,suas idéias foram de Agostinho. Mas ele também foi um “perturbador”. O texto de Shapiro na Filosofia Medievai mostra:

“Embora ele tivesse o conhecimento de seus contemporâneos, entre outras coisas, como obscurantismo na filosofia, falha em exegese bíblica, limitação da língua, e reverência imprópria para comentários teológicos ao ponto de preferir estes a própria Bíblia, os ataques de Bacon foram dirigidos contra o que ele considerou sua ignorância abismal e negligência das ciências”.

Bacon foi duro contra os que colocaram mais autoridade nos ensinos de filósofos em lugar da experiência. Por exemplo, ele escreve:

“Eles tem que se alegrar com a visão de um fenômeno, mas tem que se dedicar a experiência. Porque há autores que escrevem muitas declarações, e as pessoas os acreditam por argumentar sem experiência. Sua razão é completamente falsa. Porque acredita-se que o diamante não pode ser quebrado exceto pelo sangue de cabra, e os filósofos e teólogos abusam desta idéia. Mas quebrar um diamante por meio de sangue deste tipo nunca foi verificado, embora esforços foram feitos; e sem o sangue pode ser facilmente quebrado”.

Copleston diz isto sobre Bacon:

“Ele fez suas próprias observações, no campo da ótica, por exemplo, e realizou observação em outros. Ele também foi habilidoso em ver os propósitos práticos para os quais poderiam ser postos os resultados científicos. Por exemplo, ele concebeu a idéia do telescópio [se Bacon não tivesse essa idéia, Galileu nunca teria descoberto o telescópio – MB]. Além disso, Grosseteste e Bacon deram grande ênfase no papel da matemática na ciência. Nós temos que começar com os dados empíricos; mas o objetivo da ciência teórica é fazer dados inteligíveis; que eles são inteligívies ao serem explicados na luz da razão matemática. A ‘experiência’ é necessária para se familiarizar com os dados empíricos e estender o conhecimento da pessoa e também para confirmar as conclusões de razoamento dedutivo de ‘causas’ através da indução; mas uma mera acumulação de dados empíricos não constitui ciência”.

Copleston também acrescenta:

“Aristóteles tinha dito que nós só temos conhecimento científico no sentido formal quando nós podemos mostrar que os efeitos necessariamente seguem de ‘causas’ como premissas de conclusões seguem da lógica; mas ele não tinha dado nenhuma indicação clara como o conhecimento de tais ‘causas’ são obtidos no sentido físico. Porém, Bacon tentou mostrar como a ‘causa’ dos fatos podem ser pesquisadas eliminando teorias que são incompatíveis com os fatos. Em outras palavras, ele sabia da importância das hipótese na ciência e do papel da verificação confirmando ou desacreditando uma determinada hipótese. A ciência do décimo terceiro*-século foi certamente primitiva e elementar; mas a pesquisa mostrou, primeiro que algumas das teorias científicas e investigações do Renascimento foram antecipados no décimo quarto século, e em segundo lugar que no décimo quarto século a ciência não foi  um desenvolvimento novo mas teve suas raizes no século anterior.”

Mas há uma coisa a acrescentar sobre Bacon, algo que não é falado pelos que estudam os filósofos medievais. Não se engane, Bacon foi completamente cristão. E depois de formular sua nova ciência, Bacon a utilizou como uma ferramenta de apologética e evangelismo para a Igreja! Considere algumas das coisas que ele escreveu depois de explicar sua nova ciência:

“Então esta ciência como auxílio a comunidade de crentes é útil, como nós vimos em seu conhecimento especial do futuro, presente, e passado, e em sua exibição de obras maravilhosas em nome da Igreja e declara, de forma que todas as atividades úteis são promovidas e o oposto é dificultado ambos no algum e a multidão, como foi explicado. E se nós atuarmos à conversão dos incrédulos, é evidente a ação dos dois modos principais com numerosas subdivisões, como um argumento para a fé pode ser feito efetivamente por esta ciência, não através de argumentos mas por obras que são o modo mais efetivo. Para o homem que nega a verdade da fé ele não pode entender isto que eu declararei a atração mútua das coisas na natureza…”

Bacon então lista uma série de observações sobre a natureza onde o tema comum é apologético. Quer dizer, quanto mais nós descobrimos sobre a natureza, mais nós vemos verdades que são no final das contas difíceis de entender. Ainda assim eles permanecem verdadeiros. Assim como a natureza, o cristianismo é verdade embora pode ser difícil de entender em última instância. Este movimento apologético é questionável (dizer o menos), mas mostra como Bacon já estava explicando como a ciência poderia ser usada pela Igreja. Mas ele diz  muito mais:

“Mas ainda há outro modo muito útil; como a formação de julgamentos, como eu disse, é uma função desta ciência, com respeito ao que pode acontecer pela natureza ou pode efetuar em arte, e isso não. Além disso, esta ciência sabe como separar as ilusões da magia e descobrir seus erros em encantamentos, preces, conjurações, sacrifícios, e cultos. Mas os incrédulos se ocupam nestes atos horríveis e confiam neles …No entanto esta ciência é da maior vantagem para convencer os homens para aceitar a fé, já que esta é amiga da filosofia eporque esta é a única linha que considera assuntos deste tipo, e pode superar toda a falsidade e superstição e erro de incrédulos com respeito a magia, como encantamentos, antes mencionados… .e agora a maravilhosa vantagem derivada destas três ciências neste mundo em nome da Igreja de Deus contra inimigos da fé mostra que estes deveriam ser destruídos mais pelas descobertas da ciência que pelos braços bélicos de combatentes”.

Eu espero que você leia isto com cuidado, porque esse é pensamento bem “moderno” de um monge do décimo terceiro século. Roger Bacon não só preparou o terreno para o desenvolvimento do método científico, mas também para a ciência um propósito – o propósito de apologética e evangelismo. Não é de se admirar que muitos dos fundadores da ciência moderna (listados acima) usaram sua ciência como ferramenta apologética. Por exemplo, Robert Boyle organizou várias conferências apologéticas para dialogar com incrédulos.

c. William de Ockham. Ele nasceu em algum lugar entre 1280 e 1290 e lecionou em Oxford em aproximadamente 1309 a 1323 e morreu em 1349. Enquanto é verdade que Ockham teve problemas com o Vaticano, a maioria deste assunto foi político e teve a ver com assuntos de riqueza. Ockham foi importante ao nascimento da ciência moderna por três razões:

i. Ele provavelmente foi o primeiro em lançar um ataque sério, sistemático às metafísicas gregas. Por causa destas acusações algumas pessoas chamaram de um racionalista moderno. Mas esta idéia é errônea. Copleston descreve as verdadeiras intenções de Ockham:

“Ao seu ponto de vista, a introdução das metafísicas gregas na teologia cristã fez a teologia falar como se Deus, em sua criação, fosse guiado ou governado por idéias ou padrões da criação. Mas dizer isto é, na opinião de Ockham, limitar ou circunscrever a liberdade divina e sua onipotência. Em outras palavras, ele afirmou que as metafísicas gregas dos teólogos/filósofos do  décimo terceiro século tinham contaminado a pureza da fé cristã. Libertar-se dessa metafísica é libertar a teologia Cristã de um jugo estrangeiro… .Ele também quis purificar a teologia do que ele chamou de contaminação de metafísicas pagãs.”

Ockham não foi o primeiro filósofo cristão a atacar a  filosofia grega. Ao redor de 1270, Giles de Roma compôs seus “Erros dos Filósofos” onde ele teve a intenção de destacar as afirmações defeituosas de Aristóteles, Averroes, Avicenna, etc. E entre estes erros estavam a convicção que o movimento nunca teve começo, o tempo nunca teve começo, o mundo nunca teve começo, os céus não foram criados, etc. Mas Ockham foi o primeiro em oferecer um ataque sério, metódico. E isto influenciaria os que se seguiriam.

ii. Parte do ataque de Ockham continha uma epistemologia onde o conhecimento “sobre o mundo está baseado na experiência; e experiência é experiência de coisas individuais.” Copleston observaria que “é claro que sua insistência na base experimental do conhecimento sobre o mundo favoreceria o crescimento da ciência física, no sentido que seu efeito natural seria de se concentrar atenção em fatos observáveis.”

iii. Ockham é geralmente conhecido por seu princípio– denominado Navalha de Ockham. Este princípio declara que não deveria postular a existência de um maior número de questões ou fatores quando menos bastará. Ockham não inventou este princípio, pois ele se originou de Durandus que em troca o usou para o eliminar o número de questões da psicologia Aristotélica tradicional para explicar abstração. Não obstante, é bem conhecido como a Navalha de Occam foi para a ciência.

d. Jean Buridan: Pouco nós sabemos deste homem aparte de seus escritos. Sabemos que ele foi designado como Reitor da Universidade de Paris em 1340. Em seu texto da filosofia medieval, mostra Herman Shapiro:

“De acordo com as estimativas dos estudiosos modernos, Buridan foi responsável por originar ou desenvolver algumas das idéias mais essenciais da tradição científica moderna.”

Como filósofo, Buridan escreveu sobre o movimento dos projétil, corpos cadentes, e a rotação da Terra. Seus escritos, em muitas formas, se anteciparam ao ciência de Galileu e Newton. Por exemplo, veja o movimento de projétil. Buridan foi um filósofo cristão que originou a temporalidade do universo (graças à sua teologia). Tentando descrever o movimento celestial, Buridan fez algo que Aristóteles jamais (ou qualquer grego) ousou fazer – ele explicou o Universo com base nos dados terrestres. Veja, Aristóteles separava o celeste e o terrestre. Estes dois não só eram completamente diferentes como um assunto de doutrina básica, mas também como um assunto de dogma religioso. Mas Buridan explicou o movimento celestial por uma análise da maneira na qual dois movimentos terrestres começavam e continuavam – a rotação da roda pesada de um forjador e a maneira nas quais a duração de um salto poderia ser aumentada. Destas humildes descrições, Buridan ousou explicar o movimento dos céus!

Aristóteles tinha explicado o movimento projétil dizendo que o projétil experimenta um empuxo do ar atrás dele. Buridan não criou (a propósito, Ockham também rejeitou Aristóteles neste assunto). Ele escreveu:

” …alguém que desejar saltar uma longa distância para correr mais rapidamente, de forma que correndo poderia conseguir uma força que o levaria a uma distância mais longa no salto. Alguém correndo assim e saltando não sente o ar que o move, mas sente o ar que resiste a sua frente”.

Depois de se libertar das idéias de Aristóteles e as substituir com sua teoria de força, Buridan utiliza sua teologia e imediatamente a usa para interpretar os céus:

“Dessa forma, já que a Bíblia não declara que aquelas inteligências movem os corpos celestiais, poderia ser dito que aparece necessário inteligências deste tipo, porque seria dito que Deus, quando Ele criou o mundo, moveu cada uma das orbes celestiais como Ele desejou, e os movendo Ele imprimiu neles forças que os moveram sem o ter que os mover qualquer mais exceto pelo método da influência geral por meio de que Ele age como co-agente em todas as coisas que ocorrem… .e não foram diminuídas estes forças que ele imprimiu nos corpos celestiais nem cessou depois, porque não havia nenhuma inclinação dos movimentos celestiais para outros movimentos. Nem havia resistência que poderia ser obstáculo desta força”.

Eu não sei como alguém poderia ler isto e não aceitasse sua importância ao nascimento de ciência (eu deveria mostrar que o trabalho de Buridan foi muito popular entre os estudiosos cristãos nos anos 1400s). Buridan afirmou se libertar das idéias de Aristóteles com algumas simples observações. Suas idéias da Criação lhe permitiram contemplar o celestial em termos do terrestre. Dessa forma, levou sua teoria da força para os céus. Além disso, se libertando do universo eterno, Buridan aplicou sua idéia. A força foi dada no princípio pelo Criador. Dado que Ele é Deus, não há nenhuma outro força e desde que Ele é perfeito, nada poderia resistir àquele ímpeto. O resultado? Buridan se antecipa a Primeira Lei do Movimento de Newton!

e. Nicolau de Oresme: Ele sucedeu Buridan, ensinou em Paris e morreu como bispo de Lisieux em 1382. Oresme foi alguém que gostou de discutir a rotação diária da Terra. A crítica comum para esta afirmação foi que pedras derrubadas de uma torre não ficava para trás de um um globo giratório. A resposta de Oresme para esta objeção simplesmente foi uma aplicação especial das teorias de Buridan – a rotação da Terra agarrava os corpos e os mantinha nela. Um pouco depois, veio Copérnico. E adivinhe qual foi sua resposta à objeção sobre as pedras derrubadas que ficavam para trás? O mesmo Oresme disse. A solução de Oresme (que era creditada a Buridan) deveria ter sido bem conhecida, já que Copérnico não a obteve de suas fontes gregas e ofereceu a solução de modo como se a objeção tivesse estado muito tempo resolvida.

Oresme contribuiu muito mais. De acordo com Copleston:

“Por exemplo, ele descobriu que o trajeto de distância por um corpo que se move com um uma velocidade uniformemente crescente é igual ao trajeto de distância no mesmo tempo por um corpo que se move com uma velocidade uniforme igual a velocidade atingida pelo primeiro corpo no momento mediano de seu curso. Além disso para expressar estas e variações sucessivas semelhantes de intensidade que até certo ponto facilitaria sua compreensão, Nicholas concebeu a idéia de representá-los através de coordenadas retangulares, quer dizer, por meio de gráficos.”

Oresme também criticou a hipótese ptolemaica mostrando que as coisas poderiam ser como se parecem. Ele disse que os escritos que apoiavam o geocentrismo forma escritos na linguagem popular e não baseados em fatos científicos. No fim, Oresme não abandonou o ptolemismo simplesmente porque ninguém poderia *provar* que era falso.

Muito mais poderia ser dito sobre estes homens (e outros), mas eu espero que o leitor possa ver a importância destes homens e seus trabalhos. Nenhum deles foram verdadeiros cientistas. Ao contrário, foram filósofos que fizeram surgir e desenvolver ciência. Eventualmente, homens que não foram filósofos estudariam o mundo. O nascimento do espírito empírico por Bacon e Ockham poderia existir já na época deles. Os cientistas nasceram. Veja Galileu. Galileu foi devedor destes trabalhos. Quando ele discutiu com os professores aristotélicos em Pisa, ele deve ter conhecido os trabalhos de Ockham, Buridan e Oresme. Seu espírito anti-aristotélico deveu-se muito a Ockham, Giles de Roma, Buridan, Oresme, e muitos outros. Seu espírito de investigação e experiência deveu-se muito a Bacon e Ockham. Seu telescópio não existiria se não fosse Bacon! Suas respostas para o clero devem-se muito a Oresme. Galileu era mais que Galileu.

Deixe-me citar uma longa passagem de Thomas Kuhn, em “A Estrutura das Revoluções Científicas”. Kuhn é reconhecido como um dos maiores historiadores modernos da ciência. O que ele tem para nos dizer?

“Desde a antigüidade distante a maioria das pessoas viu em um ou outro corpo pesado que balançam de um lado para outro em um fio ou indo até parar. Para Aristotelians que acreditava que um corpo pesado é movido por sua própria natureza de uma posição maior para um estado de repouso natural a um menor, o corpo oscilante simplesmente estava indo com dificuldade. Constrangido pela cadeia, só poderia alcançar resto a seu baixo ponto depois de um movimento tortuoso e tempo considerável. Por outro lado, Galileu olhou o corpo oscilante, viu um pêndulo, um corpo que quase teve seqüência repetindo o mesmo movimento inúmeras vezes ad infinnitum. E tendo visto, Galileu observou outras propriedades do pêndulo e construiu muitas das partes mais significantes e originais da nova dinâmica. Das propriedades do pêndulo, por exemplo, Galileu derivou os únicos argumentos para a independência de peso e a taxa de queda, como também para a relação entre altura vertical e velocidade terminal de movimentos. Ele viu todos estes fenômenos naturais diferentemente do modo que antes já tivesse sido visto.”

Note duas coisas. Galileu tratou de algo que não era restrito a cultura em que vivia. Todas as culturas devem ter sabido sobre o fato dos corpos oscilantes. Só Galileu usou este fato para ajudar a desenvolver a ciência moderna. Por que? Isso nos traz para o segundo ponto – Galileu *falou* sobre os corpo oscilantes de um prisma diferente. Sua percepção *foi* específica da cultura em que vivia. Por que isto? Kuhn continua:

“Por que esta troca de visão aconteceu? Pelo gênio individual de Galileu, é claro. Mas note que o gênio não se manifesta aqui em observação mais precisa ou objetiva do corpo oscilante. Descritivelmente, a percepção aristotélica é da mesma maneira necessária”.

A observação de Kuhn nos msotra que a ciência não nasceu como o resultado de medidas melhores e novas observações. A mesma coisa foi foi debatida, mas fde forma diferente. De fato, Kuhn ainda diz:

“Quando Galileu informou que o período do pêndulo era independente de amplidão para amplidão maior que 90 graus, sua idéia do pêndulo o levou a ver a regularidade muito mais que nós podemos descobrir agora”.

Não só Galileo via regularidade onde Aristóteles não via, mas viu mais regularidade ainda. Agora preste atenção ao que Kuhn diz:

“Contudo, o que parece ter sido envolvido foi a exploração de seu gênio das possibilidades perceptuais  disponíveis por uma troca de paradigma medieval.”

Bingo. E o que você acha que esteve por trás desse paradigma?

“Galileu não surgiu como um novo aristotélico. Pelo contrário, ele foi treinado para analisar movimentos em termos da teoria de força, um paradigma medieval que dizia que o movimento contínuo de um corpo  é devido ao poder impelido por uma força que originou seu movimento”.

Volta aí mesmo e leia novamente. Veja, a mente pagã nunca propôs qualquer coisa como a teoria de inércia. A mente cristã não só propôs isto, mas *explorou * esta teoria como uma alternativa para pensamento aristotélico. A ligação é óbvia, já que a teoria da inércia está conectada com a convicção teológica em um Deus transcendente que criou natureza do nada. Mas não ligada com a convicção em um universo panteístico.

Kuhn continua:

“Jean Buridan e Nicolau Oresme, escolásticos do décimo quarto século que levaram a teoria da inércia para suas posições mais perfeitas, são os primeiros homens conhecidos por terem estudados movimentos oscilatórios antes de Galileu”.

Eu já mencionei a relevância de Buridan e Oresme. Você verá isso da mesma forma, Buridan poderia falar da teoria de inércia relativa a um homem saltando e Deus que cria o Universo. O que poderia ser mais claro? Quando você fala sobre um criador que inicia um movimento e implanta força nele é a mesma coisa que dizer “no princípio criou Deus os céus e a Terra.”

Kuhn acrescenta:

“Buridan descreve o movimento de um fio vibrando como um no qual a inércia é implantada quando o fio é movido: o ímpeto é consumido logo deslocando o fio contra a resistência de sua tensão; a tensão leva o fio; implantando ímpeto crescente até um meio-ponto de movimento é alcançado; depois de que o ímpeto desloca o fio na direção oposta, novamente contra a tensão do fio, e assim por diante em um processo simétrico que pode continuar indefinidamente “.

Uma vez mais, nós temos que perguntar se vibrando fios não foram achados em culturas de nonchristian. Claro que eles foram achados em culturas de nonchristian. Eles são achados universalmente. Ainda Buridan viu algo em um fio vibrando que outros pensadores de nonchristian não viram. É porque o comércio era tão grande na França que eles obtiveram fios que melhor vibraram? Er, não. E até mesmo se eles fizessem, por que não fez os povos que eles comerciaram com advertência os fios vibrando? Buridan viu algo porque a visão mundial Cristã dele o permitiu a ver coisas que não puderam ser vistas por esses que seguraram a visões que natureza era organismic, pantheistic, irracional, e cíclico.

Kuhn continua:

” Depois pelo século Oresme esboçou uma análise semelhante da pedra oscilante em o que agora aparece como a primeira discussão do pêndulo. A visão dele é claramente muito perto do um com que Galileo aproximou o pêndulo ” primeiro.

A obrigação de Galileo para Oresme não só é óbvia aqui, mas quando veio à interpretação dele de ensinos bíblicos sobre natureza.

Finalmente, Kuhn diz:

” Pelo menos no caso de Oresme, e quase certamente em Galileo como bem, era uma visão tornada possível pela transição do original Aristotélico ao paradigma de ímpeto escolástico para movimento. Até que aquele paradigma escolástico foi inventado, não havia nenhum pêndulo, mas pedras só oscilantes, para o cientista ver. Foram trazidos pêndulos em existência por algo muito como um interruptor ” de gestalt paradigma-induzido.

Eu estou satisfeito notando aquele Kuhn está dizendo o que eu disse ao longo destas composições basicamente. A única diferença é aquele Kuhn não está identificando a causa da troca de paradigma. Mas a causa é óbvia – Cristianismo.

Assim em conclusão, nós atribuímos ou o aspecto localizado do nascimento de ciência onde ciência moderna nasceu na Europa Cristianizada, para uma coincidência ou para algo ser o resultado de uma dependência em Cristianismo. Eu favoreço a mais recente interpretação. Tem a simplicidade global onde não depende de uma série de ad hoc explicações para responder pela falta de ciência em tantos outras culturas. Também há vários elementos básicos de teologia Cristã que certamente parece prover um solo fértil para o nascimento de ciência, elementos que não são achados em outras visões de mundo religiosas. De fato, muitos destes elementos são achados nos lábios dos fundadores de ciência. E finalmente, até mesmo uma sinopse breve de filosofia medieval Cristã documenta muitos elementos para os que claramente pavimentaram o modo, e até mesmo ciência antecipada, moderna.

OBJEÇÕES

Claro, há duas objeções a minha hipótese:

Quando o tempo está propício para uma descoberta, a descoberta é feita por alguém. Veja os cálculos, inventados quase simultaneamente por Liebnitz e Newton. O que faz o tempo propício? Acréscimo de idéias, de outras áreas.

Em minha opinião, o que fez tempo propício foi o desenvolvimento das idéias cristãs. O cristianismo teve que se libertar, de uma vez por todas, do impedimento da filosofia pagã. Isto é mais fácil dizer que acabado, como metafísicas gregas tiveram uma reputação muito alta entre pensar as pessoas, e ciência nasceria claro que entre pensar as pessoas.

Mas se você acha que há outro fator, seja específico. Qual foi? E ao escolher esta alternativa, lembre-se que terá de achar candidatos na Europa, pois foi lá que a ciência moderna nasceu.

Eu tenho que confessar que ainda não vi uma alternativa melhor para isso. Afinal de contas, a ciência é um “modo” de pensamento, um “modo de ver o mundo”. Como tal, você precisa achar o “modo de pensar” que fez surgi o “pensametno científico” e verá que isso é centralizado na Europa. Dado que o modo Cristão de “pensar” predominou na Europa, e a teologia e filosofia cristã podem explicar o surgimento da ciência eu não sei como você poderia propor uma explicação melhor. Mas se você tem uma, eu sou todo ouvidos.

Finalmente:

Se o cristianismo tivesse sido a causa, muitas descobertas teriam sido feitas quando o cristianismo se tornasse a religião dominante. Contudo, assim que o Cristianismo se tornou a religião oficial, a civilização inteira desmoronou.

Não é tão simples quanto isto. Até mesmo quando o cristianismo se tornou a religião mais popular, o campo intelectual ainda foi dominado por pessoas ligas à filosofia pagã. De tal forma que os pensadores cristãos procuraram meios de fundir sua teologia com pensamento grego. O neo-platonismo foi o óbvio sistema de escolha. Levou muito tempo para os pensadores cristãos decidirem jogar fora todas as metafísicas gregas.

Mais importante é o simples fato que o cristianismo herdou uma civilização se deteriorando. Não confunda causa com correlação. Só porque a ascensão do Cristianismo é associada freqüentemente com a queda de Roma não significa que o cristianismo causou a queda. De fato, eu diria que a queda de Roma foi mais importante na ascensão do cristianismo. Roma cairia com ou sem a vinda do cristianismo e o cristianismo poderia ter prolongado o Império. Mas eventualmente caiu e o caos chegou. Veja o caos que se seguiram a queda da União soviética. Isto é pouco quando comparado ao que se seguiu com a queda do Império romano. Incontáveis guerras e batalhas, lutas ao longo de linhas tribais, aconteceram. O único fator de união em toda a Europa foi o Cristianismo e agiu em ligar os pequenos e grandes estados. Nós podemos entrar em todos os detalhes históricos em outro artigo, mas basta isto para dizer que o cristianismo herdou as cinzas de uma civilização queimada e selvagem. Deste pó, novos sistemas  e pensamentos  teriam que emergir. E em um ambiente de confusão e caos, você precisa de tempo. Tempo para as coisas se tornarem mais estruturadas e mais ordenadas.

Finalmente, não estaria certa a idéia céptica que é por causa de minha afiliação cristã o motivo para reescrever a história e mostrar a importância do cristianismo?

Veja, o que acontece é os historiadores olham história pelo seu ponto de vista. Suas opiniões determinam então que fatos são significantes e que fatos são irrelevantes. Um historiador de Freud poderia pensar que a mãe de Galileu foi importante ao nascimento da ciência, enquanto um historiador marxista poderia se concentrar em dados econômicos. Um pragmatista poderia pensar que o pragmatismo foi suficiente para o nascimento da ciência. Agora, eu creio que minha interpretação da história não é menos correta que outras. Mas, não obstante, nem todas as interpretações da história podem ser igualmente verdades. E digo isto por várias razões:

1. Isso não é “minha” interpretação,  pois muitos estudiosos não-cristãos e cientistas chegaram a interpretações bem parecidas. Assim, a mentalidade cristã não é necessária para gerar tal interpretação.

2. Tem a característica de ser mais compreensível e mais simples. Explica o Grande Fato – por que a ciência moderna nasceu em uma cultura cristã e por que não nasceu em outras? Também explica muitos outros fatos – i.e., por que a idéia de Aristóteles sobre os corpos cadentes poderia permanecer aceita.

3. É melhor “documentada”. A maioria dos historiadores da ciência apontaria Galileu como talvez a figura mais crucial na história da ciência. Mesmo que Galileu não chegou às suas conlusões por s mesmo. Ele foi devedor dos  filósofos medievais que, como muitos estudiososde filosofia medieval observam, abriram o caminho para o nascimento da ciência moderna. Galileu foi mais que Galileu.

4. Quando você considera a mentalidade gerada pelo cristianismo, é muito fácil de mostrar a importância dela no nascimento da ciência moderna. Quer dizer, você não tem que recorrer a um verso da Bíblia para isso. Ao contrário, suposições difundidas e muito básicas formam um quadro de convicções que seriam muito poderosas e úteis. Por outro lado, também é fácil ver como as suposições de religiões de não-cristãs dificultariam o nascimento da ciência – como eles fizeram.

Vejamos o  ponto 1 com mais detalhe:

Muitos estudiosos não-cristãos reconheceram o papel do cristianismo para o nascimento da ciência moderna. Eu suponho que começou com Alfred North Whitehead (1861-1947) e J. Robert Oppenheimer (1904-1967). Embora não fossem cristãos, reconheceram que a ciência nasceu num ambiente cristão  (afinal de contas, nasceu na Europa). Whitehead foi um respeitado matemático e  filósofo e Oppenheimer foi o diretor do Instituto Para Estudos Avançados em Princeton e escreveu um grande número de tópicos sobre assuntos relacionados a ciência do átomo e energia atômica.

Em 1962, Oppenheimer escreveu um artigo em “Ciência e Cultura” para o jornal ‘Encounter” e Whitehead deu uma apresentação das leituras de Lowell na Universidade de Harvard chamada  “A Ciência e o Mundo Moderno”. Whitehead disse que o cristianismo é a mãe das ciência por causa da “insistência medieval da racionalidade de Deus”. Ele notou isso que por causa desta convicção, os fundadores da ciência tiveram uma “convicção inexpugnável que toda ocorrência pode ser ligada com seus antecedentes de uma maneira perfeitamente definida. exemplificando princípios gerais . Sem esta convicção os incríveis trabalhos dos cientistas estariam sem esperança”. Como Whitehead notou, a mentalidade cristã dos primerios cientistas “lhes deu a fé na possibilidade da ciência”.

Hoje em dia, o cristianismo parece irrelevante a ciência porque a ciência pode ter sucessores. Mas antes que surgisse, só havia fé na ciência. E essa fé originou-se da mentalidade cristã. De nossa perspectiva, é difícil de entender a coragem dos fundadores da ciência moderna. Eles viveram numa época quando a filosofia de Aristóteles foi considerada dogma nas universidades. Antes que a ciência tivesse se demonstrado com uma série de seqüências, eles ousaram fazer coisas como explicar como os céus agiam atraindo coisas na Terra. De fato, foi um teólogo que antecipou a Primeira Lei de Newton!

Paul Davies é um físico teórico que também não é cristão. Mas ele também falou sobre o papel essencial do cristianismo. Davies nota que a ciência moderna nasceu como o resultado de uma simbiose entre a filosofia grega e pensamento judaico-cristão. Davies nota que foi da fusão destes dois fluxos de pensamento que a ciência moderna emergiu. O pensamento grego contribuiu com a ênfase nos princípios matemáticos e o pensamento judaico-cristão contribuiu com uma ênfase na contingência, na natureza linear, e racional da criação. Davies disse,

“Todos os primeiros cientistas, como Newton, foram de uma maneira ou de outra religiosos. Eles viram a sua ciência como meio de descobrir sinais da obra de Deus no Universo. O que nós chamamos agora de leis de físicas eles consideraram a criação abstrata de Deus: pensamentos, como quem diz, na mente de Deus. Assim, ao fazer ciência, eles pensavam que poderíamos brevemente ver a mente de Deus – uma convicção audaciosa.”

Se você ler Davies cuidadosamente, ele está dizendo que ciência nasceu como uma expressão quase-religiosa! Nós não só vimos como esses homens foram profundamente religiosos. Depois de revolucionar a física, Newton gastou a maior parte de sua vida estudando e escrevendo sobre a Bíblia (embora a maioria não foi publicado). Robert Boyle é considerado o principal fundador de química moderna. Ele também compilou as “leituras de Boyle” que foram conferências *apologéticas* sobre o cristianismo aos céticos.

É claro, não foi somente a religião que auxiliou o surgimento da ciência. Apesar das leis da ciência serem universais, a ciência moderna nasceu em um contexto judaico-cristão.  Onde está a versão grega de Newton? Onde está a versão muçulmana de Kepler? Onde está a versão hindu de Boyle? Onde está a versão budista de Mendel?

Davies também acrescenta algo que deveria nos supreender aqui:

“Depois de trezentos anos, enfraqueceu-se a dimensão teológica da ciência [note que a ciência começou com uma “dimensão” teológica]. As pessoas usam isso para compreender que o mundo físico é ordenado e inteligível. A ordem subjacente na natureza – as leis da física – simplesmente é aceita como determinada, como fato consumado. Ninguém se pergunta onde onde elas vem; pelo menos eles não o fazem em público. Porém, até mesmo o cientista mais ateístico concorda como um ato de fé que o universo não é absurdo, que há base racional para a existência física manifestada como ordem na natureza que é pelo menos parte compreensível para nós. Assim a ciência só pode proceder se o cientista adotar uma mentalidade essencialmente teológica.”

Eu concordo. O pensamento dos existencialistas franceses ateísticos nunca teria dado lugar a ciência. Mas eu faria uma observação a declaração de Davies. Não é qualquer mentalidade teológica. A teologia do paganismo ou as várias religiões Orientais não teria auxiliado no nascimento da ciência. E de fato, não fizeram.

É claro, eu percebo que causaria muita dissonância cognitiva para alguns ateus e céticos acreditar que o cristianismo foi importante ao nascimento da ciência moderna. Para os auxiliar, deixe-me oferecer outro tipo de argumento – um que busca culpar o cristianismo pelo mal. Já que muitos céticos e ateus sempre estão abertos a este tema, talvez poderia ser mais frutífero.

Olhe, o Cristianismo foi acusado por nossa crise ecológica. Como? Sabe-se que a natureza desacralizada do cristianismo nos deu a ciência e tecnologia. Isto resultou na crise ecológica. Esta afirmação foi popularizada em um artigo que apareceu na revista científica “Science”. Lynn White, Jr. escreveu “As Raizes Históricas de nossa Crise Ecológica” e este trabalho circulou em centros ecológicos.

De acordo com White, o cristianismo foi fundamental ao nascimento da ciência moderna. White escreveu:

“A vitória do cristianismo em cima do paganismo foi a maior revolução psíquica na história de nossa cultura… .Isto é difícil para um historiador julgar, quando as pessoas explicam por que eles estão fazendo o que eles querem fazer, ou se elas estão oferecendo reais razões ou meramente razões aceitáveis. A consistência com que os cientistas durante os séculos da ciência ocidental ditos que a tarefa e recompensa do cientista foram “meditar nos pensamentos de Deus”. Nesse caso, então a ciência ocidental moderna foi lançada nos moldes da teologia cristã. O dinamismo da devoção religiosa, amoldado pelo dogma judaico-cristão da criação, deu ímpeto a isto”.

Como notei, White diz que o cristianismo foi crucial para o nascimento da ciência e tecnologia. Ele culpa o cristianismo por nossa crise ecológica por causa disto. Assim, para os céticos que podem acreditar que o cristianismo é mau, está esta demosntração. Você viu os fatos que mostram como o cristianismo foi fundamental ao nascimento da ciência, mas como White, pode ter uma opinião de que ele é mau par a sociedade!

A AMEAÇA FUTURA PARA A CIÊNCIA

Enquanto a ciência nasceu em um ambiente cristão, e os fundadores da ciência moderna viram isto como algo que complementou sua fé, o cientista de hoje é obrigado a ver o papel do Cristianismo. A razão é óbvia – a ciência procede para seu próprio bem. Como uma criança que já não precisa de sua mãe, a ciência continua simplesmente avançando devido a seu próprio sucesso. Mas a ciência continuará assim no futuro, ou poderia ser forçada a voltar a sua mãe como de um filho pródigo? Eu acredito que mais e mais se crê que a ciência continuará existindo como ciência por causa de seu valor pragmático. E há um pouco de verdade nisto. Mas eu creio que que é ingênuo pensar que a ciência continuará existindo como existe hoje. Veja minha observação.

Nós vivemos em uma época quando cada vez mais as pessoas estão adotando uma “perspectiva neo-pagã” – onde tudo é no final das contas relativo e subjetivo. A ciência pode continuar existindo protegida de tal perspectiva? Eu acredito que não.

A pessoa comum parece viver em uma relação de amor/ódio com a ciência. Eles amam os benefícios pragmáticos da ciência – cura de infecções,melhores padrões tecnológicos, etc. Mas eles odeiam a “frieza” da ciência. Eles não gostam de pensar em si mesmos como vidas sem sentido, genes aciddentais e substâncias químicas. De fato, muitos pensam que a ciência é hostil. Por que? Goste ou não, os humanos são seres religiosos. Nós sempre fomos assim. E desde que a ciência foi popularizada por naturalistas (pessoas que crêem no naturalismo), as descobertas científicas tem sido interpretadas como ameaça a nossa religião e significado humanho. Esta necessidade não é o caso, mas tirando o cristianismo da mistura, você tem o resfriado, interpretações materialistas racionais do cientista em conflito com as visões religiosas subjetivas, irracionais neo-pagãs. E da mesma maneira que o paganismo antigo dificultou o nascimento da ciência, o neo-paganismo moderno pode agir para exterminar a ciência. Como assim? Veja dois exemplos – o pós-modernismo e a influência dos moviementos dos direitos dos animais.

Um excelente editorial apareceu no Wall Street Journal (7/10/95) intituloado “O Vôo Da Ciência e Razão”. Foi escrito por Christina Hoff Sommers, professora de filosofia na Clark University,

Sommers nota que Nova Jersey patrocinou o “Projeto de Nova Jersey”.

“A meta é ‘transformar’ o currículo do ensino superior para torná-lo mais multi-cultural e ‘inclusivo’. O projeto possui uma diretriz que previne que muitos estudosos tem oferecido uma visão ‘branca, machista, eurocêntrica, heterossexual’ da ‘realidade’. Cietando as paalvras da historiadora feminista da ciência, Elizabeth Fee, a diretriz explica como os cientistas masculinos exploram a natureza do violento modo que um homem violento explora uma mulher impotente: ‘Natureza era fêmea, e foi criado conhecimento como um ato de agressão – uma natureza passiva teve que ser questionada, despida, penetrada, e compelida pelo homem a desvendar seus segredos'”

Sommers nota, “O documento é lamentável porque vem de uma agência governamental oficial”.

Em minha opinião, é mais do que “lamentável’. É escandaloso. Enquanto os céticos são rápidos em ser contra tentar incutir algo criacionistas no currículo escolar, veja o que está acontecendo nesses círculos – ideologias feministas estãos endo usadas para ‘transformar’ o ensino superior com a noção de que a ciência=estupro.

Este não é um evento isolado. Sommers nota:

“Mas é o tipo de ataque que foi propagado HABITUALMENTE na ciência pelos multiculturalistas, ecologistas radicais, teoristas feministas e outros na esquerda cultural durante os últimos anos”. (grifo nosso)

O que é realmente problemático é que uma boa parte destes programas anti-racionais trabalhos anti-científicos são patrocinados pelo governo.  O Departamento de Educação é uma fonte de renda para estes esforços. Sua Fundação para a Melhoria de Posto Educação Secundária apóia “ponto de vista feminino”. Sommers descreve isto como:

“um livro influente que critica o ‘modo masculino de conhecimento’ como excessivamente concernido com lógica e dados duros, e ‘valoriza’ algo chamado ‘conhecimento ligado’,  ou seja, um estilo mais feminino de interpretar a realidade”.

Sommers também nota que até mesmo a NSF realiza um projeto de desenvolvimento na faculdade que corre seminários e seminários em doutrinas “anti-científicas de uma epistemologia feminista” .

Sommers tem um grande resumo desta moda passageira de corrente do irracionalismo:

“Talvez há um lugar para a rebelião romântica contra razão e objetividade, mas esse lugar não é o Departamento de Educação, nem a Fundação de Ciência Nacional, nem as redes universitárias (que tem como dever desenvolver o repeito pela razão em seus estudantes); nem é em projetos educacionais pagos pelos contribuintes de Nova Jersey”.

Quando você tem agências governamentais unidas com redes universitárias que trabalham para promover anti-ciência e ideologias anti-racionais, nossa cultura é ameaçada.

Sommers escreve:

“Martin Lewis, geógrafo e ecologista na Universidade de Duque, informado da conferência (veja abaixo) que disse que mostrou “hostilidade para com a ciência, aliada com críticas errôenas sobre a razão, é a regra entre um considerável grupo e influente de acadêmicos dedicados ao estudo de… filosofia do meio ambiente. A filosfia ocidental e a ciência são vistas como “irremediavelmente errôenas”, ” diz o sr. Lewis, “enquanto o resto do mundo é mostrado como tendo existido em um estado de felicidade ecológica”. Ele montra grande hostilidade para com os fundadores da ciência moderna – Galileu, Bacon, Newton, Descartes – são vistos que como “eco-vilões”.

De algum tempo para cá, os desconstrucionalistas afetaram os departamentos de humanidade em suas escolas. Parece que eles estão extrapolando suas idéias agora na ciência.

Mas vai além do ambiente universitário. Sommers expõe outro exemplo:

“Em 1989, a Sociedade Química Americana (ACS) realizou uma mostra no Museu Smithsonian da História americana de uma exibição permanente da “Ciência na Vida Americana”. Os cientistas da ACS esperaram uma exibição que celebrasse os triunfos de 20º século da ciência americana e não imaginaram que isto precisou ser posto fora do contrato. Mas cinco anos e $5 milhões de dólares depois, o que os cientistas conseguiram foi uma exibição que apresentou a ciência americana como uma série de decadências morais e catástrofes ambientais: Hiroshima e Nagasaki, Silent Spring, Love Canal, Three Mile Island, e a explosão da Challenger”.

Como foi com a Enola Gay, o Smithsonian está realizando essa exibição enquanto os cientistas ficam perplexos..

Sim, esta é a América que nós estamos dando a nossos filhos e netos: uma América onde você pode levar suas crianças para o museu ver os horrores da ciência e então os mandar para a faculdade e aprender que a ciência é estupro. É claro, isto não acontecerá de repente. Está acontecendo lentamente.

Mas há uma razão para a esperança. Cientistas estão começando a se despertar. Sob o patrocínio da Academia de Nova Iorque de Ciências, o biólogo universitário Paul Gross e o matemático de Rutgers, Norman Levitt ajudaram a  organize “O Vôo da Ciência e do Conhecimento” uma conferência de alto-nível de mais de 200 cientistas, médicos, e humanistas que se encontraram para “compreender o vôo de razão e sua anti-ciência associada”. Pelo menos a comunidade científica está começando a se dar conta do trovão distante no horizonte.

O 10 de julho, 1995 a edição de TheScientist também tem um artigo da mesma coisa que Sommers escreveu em seu editorial no WSJ. O artigo descreve a recente conferência que critica a corrente do irracionalismo e crenças anti-científicas. Nestas conferências, mostraram-se os erros dos “medicina alternativa e cortes para o criacionismo/funadamentalismo”.

Porém…

O enfoque crítico primário da  eunião foi postmodernism, uma poderosa mudança intelectual  em muitas disciplinas de humanidades durante as últimas décadas. O Pós-moderismo tem muitas facetas – construtivismo social e pós-estruturalismo entre eles – mas um de sesus ensinamentos centrais é que os humanos não estão diretamente ligados ao mundo natural. Ao contrário, percepções têm que atravessar tal filtra como idioma e cultiva, que definem nossa compreensão do mundo “.

Agora, há um pouco de verdade provavelmente a esta ” noção central, ” mas postmodernists levam esta posição como um absoluto e empurra isto extremes também. Claro que, quando eles fazem isto, eles acabam refutando a própria posição deles/delas, porque a noção ” central deles/delas isto talos de percepções que ” têm que atravessar tal filtram como idioma e cultura “. Assim por que pensa esta noção TRUELY ” é central “?

Os artigos citam alguns dos locutores.

De Mario Bunge, professor de filosofia e cabeça das Fundações e Filosofia de Unidade de Ciência em Universidade de McGill em Montreal:

” Caminhe alguns passos longe das faculdades de ciência e cria, e medicamento, caminhe para a faculdade de artes. Aqui, você conhecerá outro mundo, um onde são fabricadas falsidades e mentiras em quantidades industriais. Aqui, alguns professores são contratados, promoveu, ou determinado poder por ensinar aquela razão é evidência desprezível, empírica verdade desnecessária, objetiva ciência inexistente, básica uma ferramenta de capitalistas ou dominação de macho, e o igual. Aqui, nós achamos as pessoas que rejeitam todo o painstakingly de conhecimento adquiridas em cima do passado 5 milhões de anos “.

David Goodstein, físico de Caltech, estados:

” Todos os cientistas têm uma fé fundamental – e é fé – que há um real mundo lá fora que isso tem regras que podem ser entendidas através de meios racionais. Isso é que ciência é em toda parte, e todos os cientistas têm que acreditar isso. Esses que dizem ciência são construídos socialmente, não é escrito em natureza, é qualquer os cientistas e os mestres deles/delas querem isto para ser – isso é crackpot. Isso é onde eu puxo a linha “.

Note que enquanto Goodstein decide puxar a linha neste momento, a linha dele parece arbitrária e baseado em fé cega. A visão mundial Cristã, por outro lado, dá razões por puxar a linha neste momento. E desde que o postmodernists são os inimigos de Cristianismo (eles são expressões de uma forma sofisticada de paganismo), eles não reconhecem a linha. Assim, a importância de fé Cristã em ciência é vista claramente.

Agora, deixe-me acrescentar algo às minhas observações. Todos nós sabemos sobre as tendências anti-científicas de certos fundamentalistas. O principal exemplo é o criacionismo. Mas o criacionismo não é a mesma ameaça que pós-modernismo. Em primeiro lugar, o criacionismo na verdade respeita a ciência. Como? Os criacionistas na verdade usam a ciência para apoiar seu ponto de vista. Eles podem não ter sucesso, mas tentando USAR a ciência para estabelecer seu ponto de vista, eles mostram um profundo respeito pela ciência. Por outro lado, os pós-modernistas não estão interessados em usar ciência para apoiar seu ponto de vista. Eles estão comprometidos em um ataque total contra a ciência. Outra razão porque o criacionismo não é tão ameaçador como o pós-modernismo é pela influência dos dois. Criacionistas não são comuns em Universidades; eles simplesmente atuam em comunidades. Por outro lado, os pós-modernistas aparecem nas Universidades, recebem concessões governamentais para sua propaganda  e ensinam milhares de estudantes a cada ano. Quer dizer, os pós-modernistas estão do lado de dentro e eles têm parte do apoio do estado. Em terceiro lugar, é mais fácil impedir um criacionista, ligar suas idéias com a religião, e então usar a Primeira Emenda e decisões de Tribunal para manter suas idéais fora das escolas. NADA disto se aplica aos pós-modernistas.

Ou veja deste modo. Os pós-modernistas rejeitam a idéia de uma ciência “eurocêntrica, branca, machista e heterossexual”. Agora a religão é vista como  “eurocêntrica, branca, machista e heterossexual”?

O pós-modernismo não é a única ameaça a ciência. Outra ameaça pode ser vista em outra expressão da mentalidade pagã – a noção que um menino é o mesmo que um cão ou rato. Esta expressão panteística é encontrada no movimento de proteção aos animais que sacrificaria o avanço científico para defender sua noção de panteísmo.

Veja alguns abstrato de publicações populares:

AUTOR: Cherfas, Jeremy.
TÍTULO: Dois Ataques de Bomba a Cientistas no U.K.
APARECE EM: Science 1990, v248n4962, Jun 22, pág. 1485 (1 página)
ABSTRATO: Aumenta a campanha de violência de ativistas dos animais contra cientistas do REINO UNIDO que fazem experiências que envolvem animais. Dois incidentes recentes foram lembrados de bombardeio no REINO UNIDO.

AUTOR: McCabe, Katie.
TÍTULO: Além da Crueldade.
APARECE EM: Washingtonian 1990, v25n5,  fevereiro pág. 72-77+
ABSTRATO: Ativistas de direitos dos animais querem terminar o uso de animais para experiências de pesquisa. Ativistas criaram um clima de medo em laboratórios de EUA pelos seus atos e ameaças de violência. São comentados o movimento de propriedade animal e seus efeitos.

AUTOR: Getty, Jeff.
TÍTULO: Direitos animais ou pesquisa de AIDS?
APARECE EM: San Francisco Chronicle 1996, Jul 17, Segundo A, p17 col1.
ABSTRATO: Jeff Getty discute o debate sobre o uso de animais para pesquisa de AIDS e notas que usando táticas, intimidação, molestamento e em alguns casos violência, os extremistas dos direitos dos animais retardam em muitos as pesquisas da AIDS.

AUTOR: Poços, Janet.
TÍTULO: Investigadores animais se sentem caçado.
APARECE EM: São Francisco Crônica 1993, Oct 1, Segundo UM, p1 col1.
ABSTRATO: Procedimentos de segurança na Califórnia animal universitário pesquisa são discutidos labs. Animal corrige os ativistas miraram o labs comete 569 atos criminais e protesta e boicotes contra eles de 1991 a 1992.

AUTOR: Estime, Joyce.
TÍTULO: Ativistas animais Ameaçam Estudos.
APARECE EM: Washington Times 1990, Arruine 5, Segundo UM, p1 col1.
ABSTRATO: Violências aumentadas e ameaças por animal corrigem os ativistas forçaram alguns cientistas a deter pesquisa e têm desencorajado muitos estudantes de procurar carreiras biomédicas.

TÍTULO: Animal Corrige Raiders Destroy Anos de Trabalho.
APARECE EM: Nova Iorque Times 1992, Arruine 8, Segundo 1, p51 col1.
ABSTRATO: Um centro de pesquisa científico no Michigan Universidade Estatal era fixa em fogo 28 de fevereiro de 1992 por defensores de propriedade de animal. Os funcionários universitários dizem que a chama destruiu o preço de 32 anos de pesquisa de ciência animal.

TÍTULO: Direitos animais: O Espelho de homem.
APARECE EM: Economista 16 Nov 1991 v.321 no.7733 p.21-22,24
ASSUNTO: Terrorismo–Grã Bretanha–os Estados Unidos.
EXCERTO: Terrorismo de ” animal-direitos se tornou um fenômeno familiar. Foram atacados laboratórios, abattoirs e peleiro ao longo da Inglaterra e América. Uma correria, em um campus da Universidade de Califórnia em 1987, causou $3.5m-worº de dano para um centro veterinário. A Associação de Faculdades Médicas americanas registrou quase 4,000 casos de intimidação por ativistas ” de animal-propriedade. (p21)

AUTHOR(S): Begley, Sharon.
TÍTULO: Liberação no Labs.
APARECE EM: Newsweek 27 1984 p.66 de agosto.
EXCERTO: Cada ano, são empregados 70 milhões de animais em pesquisa nos Estados Unidos. Aproximadamente 400 grupos com dois milhões de dívidas – pagando os sócios são crusading para parar o uso destes animais em experiências científicas. (p66)

AUTOR: Braaten, David.
TÍTULO: Direitos animais em um Rolo: Abusador de inseto Logo.
APARECE EM: Washington Times 1990, 11 de maio, Segundo UM, p1 col3.
ABSTRATO: Biólogo Robert Full experiências científicas com vários insetos elevaram a ira de ativistas de propriedade animais. Cheio põe baratas, centopéia e caranguejos em treadmills estudar o consumo de energia deles/delas e mobilidade.

AUTOR Kleinhuizen, Jeff.
TÍTULO: Cientistas Declaram o Caso deles/delas para Animal Pesquise.
APARECE EM: E.U.A. Today 1991, 22 de abril, Segundo D, p1 col5.
ABSTRATO: A Academia Nacional de Ciências, preocupada sobre a influência crescente de ativistas de propriedade animais, emitiu um papel de posição raro que defende o uso de animais em pesquisa.

TÍTULO: Dissecação Descaroça vs de Cientistas. Ativistas.
APARECE EM: E.U.A. Today 1991, 3 de abril, Segundo UM, p1 col2.
ABSTRATO: Tha que Associação Médica americana emitiu para uma declaração que diz que ativistas de animal-propriedade que buscam uma proibição em dissecação na sala de aula são uma ameaça a educação de ciência.

AUTOR: Papa, John.
TÍTULO: Funcionário Denuncia os Ativistas Animais.
APARECE EM: Times-Picayune 1991, 16 de maio, Segundo UM, p18 col3.
ABSTRATO: Frederick Goodwin, cabeça do Álcool federal, Abuso de Droga e Administração de Saúde Mental, acusa grupos de animal-propriedade radicais e a Igreja de Scientology de ataques de anti-intelectual de ascensão em pesquisa que está espantando os cientistas.

APARECE EM: Wall Street Diário 1992, Jan 17, Segundo UM, p10 col1.
ABSTRATO: Umas notas editorial breves que uns regendo recentemente por Juiz Charles Richey Federal que o FDA não está olhando fora para o interesse de roedores e pássaros usaram basicamente em pesquisa médica meios que dinheiro será tirado com sifão fora de ciência e será transferido em inspeções e complacência.

AUTOR: Saltus, Richard,
TITLE:Teachers que sente o calor em assunto de dissecação.
APARECE EM: Boston Globo 1993, 5 de abril de 29:3.
ABSTRATO: Cada vez mais como objectors consciencioso em tempo de guerra, estudantes estão pedindo para optar fora de dissecação animal. Eles estão obtendo encorajamento da Coalizão de Educação de Ciência Ética, um grupo de grassroots fundou em Connecticut e fundou em parte pela Inglaterra Antivivisection Sociedade Nova.

O movimento de direitos animais, e especialmente o movimento pós-modernista, representam uma ameaça séria por duas razões–ciência já não reconhece sua obrigação para a visão mundial Cristã e abandono da visão mundial Cristã entre pessoas está ficando mais comum. A mentalidade que dificultou o nascimento de ciência está sendo ressuscitada, e a existência da ciência como nós a conhecemos está ameaçada. A polaridade entre uma visão científica e uma visão religiosa pôde só ser realizada através do Cristianismo. Para o Cristianismo, como ciência, reconhece uma realidade objetiva que é inteligível, mas as interpretações ateísticas diferem da ciência. Como a ciência vem debaixo do ataque, a Mãe Ciência deve para passo-para cima defender a descendência dela dos ataques do neo-paganismo. Pois só a mentalidade Cristã a pode defender contra os ataques pós-modernistas. Só a visão Cristã pode justificar a pesquisa animal. Os ateus e os naturalistas têm só sua fé cega e sentimentos, e estes são destruídos facilmente pela fé irracional e sentimentos da mentalidade neo-pagã. As mesmas origens filosóficas e teológicas que criaram o nascimento de ciência precisam voltar para defender a ciência. Os cristãos têm outra oportunidade sem igual para demonstrar a importância da mentalidade cristã na prática da ciência. Eles aproveitarão esta oportunidade? Ou eles se unirão aos neo-pagãos?

Assim termina minha pequena série de composições que destacam o  papel crucial  do Cristianismo na existência da ciência. É meu desejo que mais cristãos deixem de pensar que há uma guerra, deixem de ver a ciência como um inimigo da fé deles, aprenda a separar o naturalismo filosófico da ciência, e aprendam a ver que a ciência é parte da herança cultural de sua mentalidade cristã.

© 1996 protegido por direitos autorais por Michael Bumbulis. Todos os direitos reservados.24 de novembro de 1996 postado
Email para autor: Mjb10@po.CWRU.Edu (Michael J. Bumbulis)

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As testemunhas de Jeová são uma seita?

São as Testemunhas de Jeová uma Seita?

Norman Hovland
Fonte: Observatório Watchtower


A edição de 15 de fevereiro de 1994 da revista A Sentinela faz essa pergunta. É claro que a revista conclui que elas não são uma seita. Como prova disto, eles fazem esta afirmação:

Os membros de seitas com freqüência se isolam da família, dos amigos e até da sociedade em geral. Dá-se isso com as Testemunhas de Jeová? [A Sentinela, 15 de Fevereiro de 1994, p. 6]

Essa é uma pergunta muito boa. Será que as Testemunhas de Jeová se isolam da família, dos amigos e da sociedade em geral? Por que não deixar a própria literatura delas responder a essa pergunta?

Pergunta: Será que as Testemunhas de Jeová se isolam da sua própria família e amigos?

Resposta:

6 Ainda há aqueles que pensam que podem permitir a si mesmos buscar associação com amigos ou familiares mundanos para entretenimento. [The Watchtower, 15 de Fevereiro de 1960, p. 112, em inglês]

Pergunta: Será que as Testemunhas de Jeová se isolam da sociedade em geral?

Resposta:

Não deve haver nenhuma parceria, nenhuma associação, nenhuma parte, nenhuma partilha com incrédulos. Por outras palavras, nenhuma associação com eles […]

Mas, ‘afastar-se de tais’, evitar associação com eles significa não ter associação com aqueles cujos pensamentos são estão em harmonia com os pensamentos de Deus, isto é, não compartilhar nos seus pensamentos e conduta.

Mesmo que tais conhecidos não sejam desonestos ou imorais, a sua preocupação primária não é a adoração e o serviço de Jeová. Alguém que se associa regularmente com eles em breve pensará como eles. [The Watchtower, 15 de Fevereiro de 1960, p. 112, em inglês]

Sim, imagine que associar-se com “pessoas mundanas” poderia até fazê-lo (ooops!) PENSAR! Não podemos deixar que isso aconteça, pois não? Imagine só uma Testemunha de Jeová que realmente pensasse! Isso seria o fim do mundo da Torre de Vigia tal como o conhecemos.

Conforme todos sabemos e podemos ver nas citações da revista A Sentinela, as Testemunhas de Jeová têm todas as características que denunciam uma seita.

Mas é claro que eles tentam evitar essas realidades claras, publicando completos disparates como este:

“Não pertenço às Testemunhas de Jeová”, escreveu um jornalista da República Tcheca. Todavia, ele acrescentou: “É óbvio que elas [as Testemunhas de Jeová] têm uma enorme força moral…. Elas respeitam as autoridades governamentais, mas crêem que somente o Reino de Deus será capaz de resolver todos os problemas humanos. Mas veja bem — elas não são fanáticas. São pessoas envolvidas em obras humanitárias.”

E elas não vivem em comunidades exclusivas, isolando-se dos parentes e de outros. As Testemunhas de Jeová reconhecem que têm a responsabilidade bíblica de amar a família e de cuidar dela. Vivem e trabalham com pessoas de todas as raças e credos. [A Sentinela, 15 de Fevereiro de 1994, p. 6]

O fato de eles citarem um “jornalista da República Tcheca” que, mesmo que exista, é horrivelmente ignorante sobre as Testemunhas de Jeová, não nos diz muito. Todos sabemos que o “amor” que qualquer Testemunha de Jeová tem pela sua família é cortado no instante em que um membro da família discorda da Sociedade Torre de Vigia. Eles também condenam as pessoas de todas as raças e religiões, exceto a deles, a sofrerem uma matança em massa às mãos do seu tresloucado carrasco homicida que alegadamente está no céu.

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